Ghislaine Maxwell oferece inocentar Trump em troca de indulto presidencial no caso Epstein

Advogado da condenada por tráfico sexual afirma que cliente está disposta a falar “total e honestamente” se receber clemência de Trump; Maxwell invoca 5ª Emenda em depoimento virtual à Comissão da Câmara e recusa-se a responder perguntas
Por: Brado Jornal 09.fev.2026 às 21h37
Ghislaine Maxwell oferece inocentar Trump em troca de indulto presidencial no caso Epstein
Reprodução
O advogado David Markus, representante de Ghislaine Maxwell, declarou publicamente nesta segunda-feira (9 de fevereiro de 2026) que sua cliente está preparada para fornecer uma versão completa e sem filtros dos fatos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, desde que o presidente Donald Trump conceda perdão presidencial ou clemência.

A proposta surgiu durante depoimento virtual de Maxwell à Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A ex-companheira de Epstein, condenada a 20 anos de prisão por conspirar em crimes de exploração sexual de menores, optou por invocar a 5ª Emenda da Constituição americana, direito que protege contra autoincriminação, e recusou-se a responder qualquer pergunta.Em postagem no X, Markus explicou que a recusa se deve a um pedido de habeas corpus pendente, que alega julgamento injusto: jurados teriam mentido no processo de seleção, e o governo teria quebrado promessas de imunidade. “Ela deve permanecer em silêncio porque a Sra. Maxwell tem um pedido de habeas corpus pendente que demonstra que sua condenação se baseia em um julgamento fundamentalmente injusto”, afirmou o advogado.

Markus destacou que apenas Maxwell pode oferecer o relato integral dos eventos. Ele afirmou explicitamente que tanto Trump quanto o ex-presidente Bill Clinton são “inocentes de qualquer irregularidade” no episódio, e que sua cliente está pronta para explicar os motivos. “Alguns podem não gostar do que ouvirem, mas a verdade importa. O público tem direito a essa explicação”, escreveu.

A declaração foi feita em carta formal dirigida aos membros da comissão, incluindo o presidente James Comer (republicano), que classificou a recusa de Maxwell como “muito desapontadora”. Comer lamentou a falta de cooperação, afirmando que os legisladores tinham “muitas perguntas sobre os crimes que ela e Epstein cometeram, bem como sobre potenciais conspirações”.

Trump e Clinton aparecem mencionados em documentos do caso liberados pelo Departamento de Justiça, mas ambos negam consistentemente qualquer envolvimento nos crimes de Epstein, que morreu na prisão em 2019. A oferta de Maxwell surge em meio a pressões por maior transparência nos arquivos do escândalo e críticas de democratas, que veem a proposta como uma tentativa explícita de barganhar clemência.


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