Um e-mail de Jeffrey Epstein, tornado público entre os mais de 3,5 milhões de arquivos liberados recentemente pelo Departamento de Justiça americano, revela uma reação debochada do financista a uma declaração de fé feita por uma de suas vítimas. No texto, Epstein relata a uma pessoa não identificada que a menor (cujo nome foi ocultado nos documentos) afirmou ter sentido a presença divina ao seu lado enquanto estava na cama, acreditando que Jesus Cristo a protegia e havia ajudado a salvar sua vida.
A mensagem do bilionário reproduz as palavras da vítima e encerra com a expressão "Ops" (equivalente a "Whoops" no original em inglês), termo que tem sido amplamente interpretado por analistas, veículos de imprensa e comentaristas como uma forma cínica de zombar da crença religiosa dela, sugerindo que tal proteção divina não impediu o abuso sofrido.
O documento faz parte de um vasto conjunto de materiais do FBI, incluindo e-mails, fotos, vídeos e denúncias relacionadas ao esquema de exploração sexual de menores comandado por Epstein. A liberação obedece a exigências legais, mas o Departamento de Justiça alerta que alguns itens podem conter informações falsas ou não verificadas, já que incluem submissões públicas ao FBI.
O caso ganhou nova repercussão com a divulgação desses arquivos, que continuam a expor detalhes perturbadores sobre o comportamento de Epstein, morto por suicídio em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.
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