Novos arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em janeiro de 2026, trazem detalhes de uma entrevista concedida em 2019 ao FBI pelo ex-chefe de polícia de Palm Beach, Michael Reiter.
Segundo o relato, Donald Trump, então empresário, fez uma ligação telefônica em 2006 para Reiter, logo no início da investigação sobre os crimes sexuais de Epstein em Florida.
Na conversa, Trump expressou alívio pela ação policial, afirmando algo como “Graças a Deus vocês estão parando ele, todos sabem que ele estava fazendo isso há tempos”. Ele também mencionou ter se afastado rapidamente de Epstein ao perceber a presença de adolescentes, dizendo que “saiu dali o mais rápido possível”. Além disso, Trump destacou que pessoas em Nova York já consideravam Epstein “repugnante”.
Sobre Ghislaine Maxwell, companheira e cúmplice de Epstein, Trump a descreveu como a “operativa” principal do esquema e afirmou que “ela é maligna”, recomendando que as autoridades direcionassem o foco para ela.
Essas informações surgem em meio à liberação de milhões de páginas de documentos do caso Epstein, que incluem menções frequentes a Trump devido à amizade social que mantiveram nos anos 1980 e 1990, relação que se deteriorou nos anos 2000. Trump baniu Epstein de seu clube Mar-a-Lago em 2007, após o escândalo vir à tona.
O relato de Reiter, confirmado ao Miami Herald, contrasta com declarações públicas anteriores de Trump, que negava conhecimento dos crimes de Epstein na época.
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