O senador dos Estados Unidos Lindsey Graham, republicano pela Carolina do Sul, faleceu na noite de sábado (11 de julho) em decorrência de uma doença repentina e curta. A informação foi confirmada pelo próprio gabinete do político por meio de comunicado na rede social X. Ele tinha 71 anos.
Graham havia participado, poucos dias antes, de uma delegação americana em Kiev, na Ucrânia, onde defendeu o endurecimento das sanções contra a Rússia. O anúncio de sua morte gerou comoção entre aliados e colegas de Congresso.
Nascido em Central, na Carolina do Sul, em uma família de origem humilde, Graham ajudou os pais no comércio antes de se formar em Direito. Serviu como advogado na Força Aérea e iniciou a carreira política nos anos 1990, sendo eleito para a Câmara dos Representantes. Chegou ao Senado em 2002 e construiu trajetória de mais de três décadas, com ênfase em política externa e defesa.
Ele presidia recentemente a Comissão de Orçamento do Senado e integrou outras comissões importantes, como Apropriações, Judiciária e Meio Ambiente. Conhecido como um dos principais defensores de uma linha dura na segurança nacional, Graham atuou ao lado de John McCain por muitos anos e ganhou projeção nacional ainda na Câmara, durante o processo de impeachment de Bill Clinton em 1999.
Sua relação com Donald Trump foi marcada por altos e baixos: crítico ferrenho durante a campanha de 2016, tornou-se um dos aliados mais próximos do ex-presidente após a eleição, participando ativamente de iniciativas do governo. Após a derrota de Trump em 2020, o senador seguiu com posições conservadoras marcantes.
O gabinete de Graham informou que a família agradece as orações e pede privacidade neste momento de luto. A morte ocorre enquanto o senador buscava a reeleição para um novo mandato.
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