O Lanús conquistou uma importante vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo na partida de ida da Recopa Sul-Americana, disputada na quinta-feira em La Fortaleza, Buenos Aires. Apesar da enorme disparidade financeira entre as equipes, o time argentino dominou as ações em campo e garantiu a vantagem para o confronto de volta, marcado para a próxima quinta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. Os principais veículos de comunicação da Argentina enfatizaram o contraste entre os orçamentos dos clubes e a superioridade tática exibida pelo Lanús.
Rodrigo Castillo marcou o gol decisivo aos 32 minutos do segundo tempo, aproveitando cruzamento de Marcich, após o time da casa ter dois gols anulados por impedimento. A equipe de Mauricio Pellegrino controlou o jogo, neutralizando as principais armas ofensivas do Flamengo.
O jornal Clarín ressaltou o impacto dos investimentos rubro-negros, mas destacou o desempenho coletivo do Lanús:
Os milhões investidos pelo Flamengo abalaram o mercado quando o clube contratou Lucas Paquetá por 50 milhões de dólares, a serem pagos em dois anos. A hierarquia do jogador, comparada a outros nomes com experiência europeia como Alex Sandro e Danilo, era uma preocupação real para os torcedores do Lanús, que lotaram o estádio Néstor Díaz Pérez e fizeram-se sentir diante de um grupo muito pequeno de torcedores brasileiros.
No entanto, a equipe de Mauricio Pellegrino funcionou como um verdadeiro time e interrompeu o fluxo ofensivo do Flamengo, principalmente no primeiro tempo. A dupla de volantes formada por Agustín Cardozo e Agustín Medina garantiu que Giorgian de Arrascaeta não recebesse a bola com facilidade, e quando Everton (Cebolinha) e Luiz Araújo a recebiam, eram pressionados contra a linha lateral. Os campeões da Copa Libertadores tiveram dificuldades para encontrar seu ritmo.
Já o Olé considerou o resultado um feito impressionante diante do favoritismo histórico do campeão da Libertadores:
Antes da partida, sabendo que enfrentariam o maior clube da América do Sul, que contava com Lucas Paquetá, por quem pagaram quase 40 milhões de euros, qualquer resultado que não fosse uma derrota seria um grande feito para o Lanús. Além disso, o precedente histórico ditava que o campeão da Libertadores costumava ser o favorito contra o seu rival sul-americano, e havia a presença do melhor time da América do Sul, aquele que havia levado o PSG de Luis Enrique aos pênaltis dois meses antes. Apesar disso, o Lanús mostrou-se tão impressionante quanto o time brasileiro. Na verdade, superou-o.
Ao longo dos 90 minutos, o Lanús foi superior estrategicamente, com uma equipe que se fechava firmemente em um espaço de 30 metros para impedir passes em profundidade para De Arrascaeta, Carrascal e Araújo. Dessa forma, o time da casa domou a fera brasileira, que em alguns momentos parecia jogar em ritmo de amistoso. Durante toda a partida, a sensação era de que o Lanús sabia o que estava fazendo, enquanto os comandados de Filipe Luís pareciam perdidos em meio à confusão. O placar de 1 a 0 foi justo, mas, considerando como a partida terminou, foi quase leniente demais com um Flamengo que parecia desanimado.
O TyC Sports apontou que o placar mínimo não refletiu a superioridade do Lanús:
O Lanús foi claramente superior em La Fortaleza e o placar de 1 a 0, com o gol de Castillo, chegou a parecer um prêmio de consolação; o confronto será decidido em uma semana no Maracanã.
O Lanús se impôs nesta quinta-feira em La Fortaleza e, com um estilo de jogo determinado e compacto, superou a força teórica do Flamengo, garantindo uma vitória convincente por 1 a 0 no jogo de ida da Recopa Sul-Americana de 2025. O placar, no entanto, pareceu insuficiente diante da atuação em campo. Rodrigo Castillo, de volta após lesão, marcou o gol da vitória aos 30 minutos do segundo tempo, permitindo que o time de Mauricio Pellegrino chegue ao jogo de volta na próxima quinta-feira, no Maracanã, com otimismo. O Flamengo precisará melhorar significativamente para competir neste nível.
Filipe Luís, técnico do Flamengo, reconheceu a derrota como justa e apontou falhas na equipe, incluindo a escolha de escalação sem centroavante de referência para tentar equilibrar o físico, mas admitiu a falta de profundidade e a necessidade de ajustes urgentes para reverter o quadro no Maracanã.
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