A partida, vencida pelo Cruzeiro por 1 a 0 (com gol de Kaio Jorge), terminou de forma tumultuada aos 51 minutos do segundo tempo. Jogadores das duas equipes se envolveram em trocas de socos, chutes e empurrões no gramado, paralisando o jogo por mais de 10 minutos. A briga teve início após um desentendimento entre o goleiro Everson (Atlético-MG) e o meia Christian (Cruzeiro), evoluindo para uma confusão ampla que envolveu vários atletas, incluindo o próprio Hulk — que trocou agressões com Lucas Romero e sofreu voadoras de Lucas Villalba.
Em entrevista após o apito final, o camisa 7 do Galo expressou arrependimento pela participação no episódio, mas defendeu a reação como instintiva em defesa dos companheiros e das cores do clube.
“Eu não me recordo de ter participado de violência assim numa partida de futebol que estive presente. Não me recordo. É lamentável, eu não vou cansar de pedir desculpas. Claro que a gente está defendendo nossas cores, vamos defender até a morte. A gente tenta apaziguar, mas o sangue quente, a gente vê um compnaheiro sendo agredido, automaticamente vai reagir. Tem que defender o companheiro e as cores do teu time.”
Hulk insistiu que o incidente poderia ter sido evitado com melhor controle do árbitro Matheus Candançan, a quem ele alertou ainda no início do segundo tempo sobre o risco de descontrole.“Poderia ser evitado, poderia ser evitado. Não canso de falar que o principal de tudo que aconteceu é o Matheus, o árbitro. Eu tinha falado com ele no início do segundo tempo ‘se você não tiver o controle do jogo, esquece’. Começou a ter tapa na cara, empurrão e ele não fazia nada”, continuou.
O atacante também lamentou o nível técnico da partida, descrevendo-a como truncada e sem futebol de qualidade, comparando-a negativamente a um amistoso.
“Foi um jogo pouquíssimo jogado, muito truncado. Parecia o amistoso em Orlando, pancadaria e o árbitro não fazia nada. É feio, é feio para mais de 50 mil torcedores assistindo, feio para quem está assistindo em casa, feio para quem gosta de jogar futebol. Se tem uma pancadaria, e o árbitro deixa, é feio. Não teve jogo.”
A súmula da partida confirmou 23 expulsões (jogadores de ambos os lados), refletindo a gravidade da confusão, que manchou o clássico e a decisão do título mineiro. Hulk, vice-campeão com o Atlético-MG, destacou o mau exemplo dado em campo, especialmente para os torcedores e jovens que acompanham o esporte.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...