Justiça Urgente

Moraes inclui PCO, de extrema-esquerda, no inquérito das fake news

Nas redes sociais, partido defende a dissolução do STF e chamou o ministro de 'skinhead de toga'
Por: Brado Jornal 02.jun.2022 às 17h20
Moraes inclui PCO, de extrema-esquerda, no inquérito das fake news
Nelson Jr./STF

O inquérito das fake news, que investiga expoentes do bolsonarismo por ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), voltará sua mira também à extrema-esquerda, mais especificamente ao Partido da Causa Operária (PCO). A sigla tem feito ataques à Corte por meio de suas redes sociais, nas quais já defendeu a dissolução do STF e chamou o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, de “skinhead de toga” e o acusou de “preparar um golpe” nas eleições. 

Nesta quinta-feira, 2,  em decisão no âmbito da investigação, Moraes determinou que as agressões do PCO sejam incluídas no inquérito e que a Polícia Federal intime o presidente do partido, Rui Costa Pimenta, a depor sobre as postagens em um prazo de cinco dias. O ministro mandou também que sejam bloqueados os perfis do PCO em Facebook, Instagram, Telegram, Twitter, Youtube, TikTok, mas sejam preservados o histórico de conversas e o conteúdo das contas, incluindo postagens apagadas. 

O ministro considerou que, diante da “gravidade das publicações divulgadas”, “é necessária a adoção de providências aptas a cessar a prática criminosa, além de esclarecer os fatos investigados”. Moraes afirma que as postagens “atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal e de seus Ministros, bem como do Tribunal Superior Eleitoral, atribuindo e/ou insinuando a prática de atos ilícitos por membros da Suprema Corte e defendendo a dissolução do tribunal”. 

“Efetivamente, o que se verifica é a existência de fortes indícios de que a infraestrutura partidária do PCO, partido político que recebe dinheiro público, tem sido indevida e reiteradamente utilizada com o objetivo de viabilizar e impulsionar a propagação das declarações criminosas, por meio dos perfis oficiais do próprio partido, divulgados em seu site na internet”, escreveu Moraes no despacho de hoje. 

O ministro destacou ainda que o partido amplia o alcance das ofensas proferidas no Twitter em outras redes sociais. “É necessário destacar que o Partido da Causa Operária, além das publicações no Twitter, utiliza sua estrutura para divulgar as mesmas ofensas nos mais diversos canais (Instagram, Facebook, Telegram, Youtube, Tik Tok), ampliando o alcance dos ataques ao Estado Democrático de Direito, de modo que atinjam o maior número possível de usuários nas redes sociais, que somadas, possuem quase 290 mil seguidores”, sustentou o ministro. 

Além do bloqueio das contas do PCO nas redes sociais, Alexandre de Moraes também determinou que os autos sejam enviados ao corregedor-geral eleitoral, ministro Mauro Campbell. 

Ele analisará o caso sob uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segundo a qual “é vedada a divulgação ou compartilhamento de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral, inclusive os processos de votação, apuração e totalização de votos, devendo o juízo eleitoral, a requerimento do Ministério Público, determinar a cessação do ilícito, sem prejuízo da apuração de responsabilidade penal, abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação”. 



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Bruno Reis inclui “noite de whisky” no Palácio de Ondina ao rebater governador por atraso na inauguração de residencial
Prefeito afirma que liberou entrega mesmo sem Habite-Se e acusa equipe estadual de incompetência e de ter ficado bebendo até tarde com dinheiro do povo
Carregando..