Parlamentares pedem que STF investigue Bolsonaro após reunião com embaixadores

Representação encaminhada ao Supremo diz que o presidente não pode utilizar seu cargo para ‘atacar a ordem democrática’ e ‘desestabilizar as instituições públicas’
Por: Brado Jornal 19.jul.2022 às 17h41
Parlamentares pedem que STF investigue Bolsonaro após reunião com embaixadores
Divulgação

Deputados da oposição apresentara um pedido para que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize a abertura de um inquérito para investigar o presidente da República Jair Bolsonaro (PL) por causa da reunião com embaixadores estrangeiros. O pedido é assinado pelos parlamentares Alencar Santana (PT-SP), Reginaldo Lopes (PT-MG), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Renildo Calheiros (PCdoB-PE), Joênia Wapichana (Rede-RR), Wolney Queiroz (PDT-PE), Bira do Pindaré (PSB-MA), Bacelar (PV-BA) e Afonso Florence (PT-SP). No documento encaminhado ao Supremo, os deputados acusam Bolsonaro de usar a estrutura pública o Palácio do Planalto para receber embaixadores em reunião na qual houve um “infundado ataque ao sistema eletrônico” utilizado nas eleições. Para os deputados, não foi apresentado “nenhum indício, mínimo que seja, de mácula no resultado das eleições”.

Os parlamentares continuam, dizendo que Bolsonaro não pode usar a presidência da República para “atacar a ordem democrática” e “desestabilizar as instituições públicas”, dizendo que, além disso, o mandatário teria feito propagando eleitoral,  o que configuraria “abuso de poder político e econômico e crime eleitoral”. “Não pode o representado usar do cargo de Presidente da República para subverter e atacar a ordem democrática, buscando criar verdadeiro caos no País e desestabilizar as instituições públicas, não estando acima do ordenamento jurídico vigente, devendo responder por ato de improbidade administrativa ao fazer uso direto e indevido, em proveito próprio, à luz do dia, de bens públicos como a estrutura da Presidência da República e divulgação pela TVBRASIL, e por fazer propaganda eleitoral antecipada, cometendo ainda abuso do poder político e econômico e crime eleitoral, agindo de maneira indigna como Presidente da República, em pleno exercício do cargo para o qual foi eleito”, diz o documento.



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