O empresário Sérgio Nahas foi preso na Bahia quase 24 anos depois de assassinar a esposa

Prisão ocorreu em local simbólico após reconhecimento por câmeras de vigilância
Por: Brado Jornal 22.jan.2026 às 10h17
O empresário Sérgio Nahas foi preso na Bahia quase 24 anos depois de assassinar a esposa
Foto: Divulgação//Arquivo Pessoal
No último sábado (17), o empresário paulista Sérgio Nahas, de 61 anos, foi detido pela Polícia Civil da Bahia na Praia do Forte, badalado destino turístico no litoral norte do estado. A captura aconteceu graças ao sistema de reconhecimento facial instalado na região, que identificou o foragido da Justiça.

Após a detenção, Nahas passou por audiência de custódia e foi encaminhado ao sistema prisional para iniciar o cumprimento da pena. Curiosamente, o local da prisão coincide com o destino onde o casal havia passado a lua de mel, poucos meses antes do crime.

O assassinato ocorreu em maio de 2002 (algumas fontes apontam setembro), no bairro Higienópolis, região nobre de São Paulo. A vítima, Fernanda Orfali, estilista de 28 anos, foi atingida com um tiro no peito após confrontar o marido sobre o uso excessivo de cocaína e um suposto relacionamento extraconjugal.

As perícias e investigações confirmaram a autoria de Nahas no homicídio. O Ministério Público defendeu a condenação por homicídio qualificado, mas a defesa alegou suicídio — argumento que ainda causa indignação na família da vítima.

O julgamento só ocorreu 16 anos após o fato, em júri popular. Nahas foi condenado por homicídio simples (sem qualificadoras) a sete anos de prisão em regime semiaberto. O MP recorreu, e a pena foi elevada para oito anos e dois meses em regime fechado.

Em 2025, o mandado de prisão foi expedido, e o nome de Nahas foi incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, facilitando a captura em qualquer país. A família de Fernanda Orfali critica o longo tempo para a condenação e as penas aplicadas, atribuindo os atrasos ao poder econômico do empresário.

Durante a abordagem na Bahia, foram apreendidos com ele 13 pinos de cocaína, três celulares, um veículo Audi e outros itens.

A família da vítima segue revoltada com o desfecho do processo e o tempo que a Justiça levou para agir.


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