Toffoli autoriza inquérito da PF para investigar influenciadores contra o Banco Central

Ministro do STF defere pedido da PGR e abre investigação contra criadores de conteúdo acusados de ataques coordenados e disseminação de informações falsas sobre a autoridade monetária
Por: Brado Jornal 28.jan.2026 às 22h37
Toffoli autoriza inquérito da PF para investigar influenciadores contra o Banco Central
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para apurar a atuação de influenciadores digitais que teriam participado de campanha organizada contra o Banco Central (BC).

A decisão atende a requerimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou indícios de possível prática de crimes como associação criminosa, calúnia, difamação, injúria e disseminação de notícias falsas com o objetivo de desestabilizar a instituição financeira e pressionar autoridades monetárias.

De acordo com a representação da PGR, os influenciadores teriam utilizado redes sociais para coordenar ataques sistemáticos ao Banco Central, incluindo acusações infundadas de manipulação de taxas de juros, favorecimento a grandes bancos e conivência com fraudes financeiras. A investigação preliminar identificou postagens em conjunto, uso de hashtags específicas e compartilhamento de conteúdos idênticos ou semelhantes em datas próximas, sugerindo articulação prévia.

Toffoli determinou que a PF instaure o inquérito policial para identificar os autores, coletar provas digitais (como metadados de postagens, IPs, contas vinculadas e mensagens privadas) e verificar se houve financiamento externo ou participação de terceiros na organização da campanha. O ministro manteve o sigilo do procedimento para preservar a eficácia das diligências.

A medida ocorre em contexto de crescente tensão entre setores da sociedade e o Banco Central, especialmente após decisões de manutenção da taxa Selic em patamares elevados e a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025. A PGR argumentou que as postagens ultrapassaram o exercício da liberdade de expressão e configuraram ofensas diretas à honra da instituição e de seus
dirigentes, além de potencial risco à estabilidade do sistema financeiro.

O inquérito será conduzido pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF em Brasília e terá prazo inicial de 90 dias, prorrogável. Os investigados poderão ser ouvidos como testemunhas ou investigados, dependendo do avanço das apurações.


📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Lideranças indígenas do Baixo Tapajós ligadas ao PSOL protocolam representação no MPF contra Renan Santos
Pré-candidato à Presidência pelo partido Missão é acusado de "racismo e disseminação de desinformação" após declarações feitas em Santarém (PA)
Justiça determina que governo da Bahia garanta hemodiálise a paciente com 7% dos rins funcionando
Decisão concede tutela de urgência e dá prazo de 48 horas para transferência e inclusão em clínica especializada
Alexandre de Moraes pede para Fachin decidir relator de investigação sobre filme ‘Dark Horse’
Ministro encaminha pedido de apuração ao presidente do STF após manifestação da PGR
Carregando..