O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) determinou, em 30 de janeiro de 2026, a suspensão total de qualquer interação entre os pais Douglas Kalaitzis e Paola Kalaitzis e seus dois filhos pequenos, que se encontram acolhidos na Casa de Passagem Novo Amanhecer, em Arroio Grande (RS), desde 20 de novembro de 2025.
A medida, proferida pelo juiz Gabriel Hernandez Mello, abrange visitas presenciais e participação na festa de aniversário da filha mais nova, Sofia, que completou 2 anos exatamente na data da decisão.
A proibição atendeu a solicitação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e baseou-se em relato do abrigo sobre episódio ocorrido em visita supervisionada anterior, realizada na praça central da cidade. Segundo a instituição, os genitores apresentaram “conduta verbal ofensiva” e provocaram alteração no comportamento das crianças, culminando em tumulto que justificou o encerramento antecipado do encontro para preservar a integridade emocional dos menores.
Durante o encontro, estiveram presentes assistente social, psicóloga, conselheiro tutelar e, a cerca de 30 metros, o presidente estadual do Partido Liberal (PL-RS), Daniel Borges, que filmava a cena após ser questionado.
Houve troca de palavras ásperas entre o conselheiro tutelar e Borges, com acusações mútuas de interferência indevida e ameaças de processo. Os pais alegaram ter observado manchas vermelhas nos braços do filho mais velho (Douglas, 4 anos) e hematoma no rosto de Sofia, mas acataram sem resistência o fim da visita imposto pelos responsáveis.
O juiz considerou que o incidente configurou provocação intencional, possivelmente premeditada pela presença de Borges, e determinou prazo de 48 horas para que a defesa dos pais apresente sua versão, além de relatórios do abrigo, do Conselho Tutelar, do Centro de Referência Especializado de Assistência Social e dos zeladores da praça. Uma guarnição da Brigada Militar foi orientada a monitorar a comemoração no abrigo.
A família enfrenta o caso desde novembro de 2025, quando as crianças foram afastadas do lar. A defesa nega qualquer hostilidade ou premeditação, afirmando que os pais apenas questionaram as condições observadas nas crianças e que Borges agiu por iniciativa própria, sem ser chamado. O processo tramita sob sigilo de justiça, impedindo divulgação de detalhes completos, mas relatos indicam controvérsias sobre narrativas de desenvolvimento das crianças e alegações desmentidas por provas médicas apresentadas pela família.
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