Justiça do RS proíbe pais de visitarem filhos no aniversário de 2 anos da caçula em Arroio Grande

Decisão do juiz Gabriel Hernandez Mello impede contato no dia 30 de janeiro, mesmo dia da data da pequena Sofia, após reclamação de abrigo sobre visita anterior
Por: Brado Jornal 30.jan.2026 às 18h12
Justiça do RS proíbe pais de visitarem filhos no aniversário de 2 anos da caçula em Arroio Grande
Reprodução
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) determinou, em 30 de janeiro de 2026, a suspensão total de qualquer interação entre os pais Douglas Kalaitzis e Paola Kalaitzis e seus dois filhos pequenos, que se encontram acolhidos na Casa de Passagem Novo Amanhecer, em Arroio Grande (RS), desde 20 de novembro de 2025.
A medida, proferida pelo juiz Gabriel Hernandez Mello, abrange visitas presenciais e participação na festa de aniversário da filha mais nova, Sofia, que completou 2 anos exatamente na data da decisão.

A proibição atendeu a solicitação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e baseou-se em relato do abrigo sobre episódio ocorrido em visita supervisionada anterior, realizada na praça central da cidade. Segundo a instituição, os genitores apresentaram “conduta verbal ofensiva” e provocaram alteração no comportamento das crianças, culminando em tumulto que justificou o encerramento antecipado do encontro para preservar a integridade emocional dos menores.

Durante o encontro, estiveram presentes assistente social, psicóloga, conselheiro tutelar e, a cerca de 30 metros, o presidente estadual do Partido Liberal (PL-RS), Daniel Borges, que filmava a cena após ser questionado.
Houve troca de palavras ásperas entre o conselheiro tutelar e Borges, com acusações mútuas de interferência indevida e ameaças de processo. Os pais alegaram ter observado manchas vermelhas nos braços do filho mais velho (Douglas, 4 anos) e hematoma no rosto de Sofia, mas acataram sem resistência o fim da visita imposto pelos responsáveis.

O juiz considerou que o incidente configurou provocação intencional, possivelmente premeditada pela presença de Borges, e determinou prazo de 48 horas para que a defesa dos pais apresente sua versão, além de relatórios do abrigo, do Conselho Tutelar, do Centro de Referência Especializado de Assistência Social e dos zeladores da praça. Uma guarnição da Brigada Militar foi orientada a monitorar a comemoração no abrigo.

A família enfrenta o caso desde novembro de 2025, quando as crianças foram afastadas do lar. A defesa nega qualquer hostilidade ou premeditação, afirmando que os pais apenas questionaram as condições observadas nas crianças e que Borges agiu por iniciativa própria, sem ser chamado. O processo tramita sob sigilo de justiça, impedindo divulgação de detalhes completos, mas relatos indicam controvérsias sobre narrativas de desenvolvimento das crianças e alegações desmentidas por provas médicas apresentadas pela família. 


📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
MEC interrompe repasses semanais às universidades federais após bloqueio de R$ 1,6 bilhão
Ministério avisa reitores sobre fim das transferências regulares de custeio e ausência de previsão para novos pagamentos
Carregando..