O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, em 30 de janeiro de 2026, mais de 3 milhões de páginas adicionais de documentos relacionados às investigações sobre Jeffrey Epstein. A liberação também inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens.
Combinada com divulgações anteriores, a produção total chega a quase 3,5 milhões de páginas em cumprimento à Epstein Files Transparency Act (Lei de Transparência dos Arquivos Epstein), aprovada pelo Congresso e assinada pelo presidente Donald Trump em 19 de novembro de 2025.
Os materiais foram coletados de fontes como os casos contra Epstein na Flórida e em Nova York, o caso contra Ghislaine Maxwell em Nova York, investigações sobre a morte de Epstein, múltiplas investigações do FBI e a investigação do Office of Inspector General sobre a morte de Epstein. O vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou que a divulgação cumpre as obrigações legais do DOJ sob a lei, e que o departamento reteve ou redigiu materiais apenas por razões legais, como proteção de informações pessoais de vítimas, dados médicos e conteúdo sensível relacionado a abuso sexual infantil.
Grande parte dos documentos consiste em cadeias de e-mails, mensagens de texto, artigos de notícias, relatórios investigativos internos e outros itens. Muitos arquivos foram redigidos para proteger identidades de vítimas e informações sensíveis. O DOJ alertou que a produção pode incluir imagens, documentos ou vídeos falsos ou falsamente submetidos, pois tudo enviado ao FBI pelo público foi incluído se responsivo à lei.
Entre os conteúdos destacados nas reportagens:
Comunicações de Epstein com figuras proeminentes, incluindo e-mails e textos com Elon Musk, Bill Gates, Steve Bannon, Steve Tisch (coproprietário do New York Giants) e outros bilionários e assessores políticos.
Detalhes sobre interações de Epstein com o príncipe Andrew (anteriormente Príncipe Andrew do Reino Unido).
Referências a Donald Trump em milhares de documentos, principalmente em artigos de notícias, resumos de dicas não verificadas ao FBI e alegações sem evidências corroboradoras. O DOJ afirmou que não há indícios de conduta criminal ou inapropriada por Trump nos materiais.
Informações sobre investigações anteriores, incluindo evidências de abuso de meninas menores que não resultaram em acusações federais em 2007-2008.
Detalhes sobre a prisão e morte de Epstein em 2019, incluindo relatórios psicológicos e investigações relacionadas.
Documentos sobre Ghislaine Maxwell, condenada em 2021 por tráfico sexual de menores.
Os arquivos estão disponíveis no site oficial do Departamento de Justiça (justice.gov/epstein), organizados em conjuntos de dados públicos (Data Sets). O vice-procurador-geral Blanche indicou que esta é a liberação final principal planejada.
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