O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento na segunda-feira (2) na Penitenciária da Papuda, em Brasília, como investigado em apuração por possíveis crimes contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Polícia Federal colheu o depoimento dentro da unidade prisional onde Bolsonaro cumpre pena, mas o conteúdo da oitiva não foi divulgado.
A investigação examina se houve calúnia ao ligar falsamente Lula a traficantes do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Essa alegação apareceu em vídeo postado por Bolsonaro no YouTube em 26 de março de 2025.
Além disso, avaliam-se indícios de injúria em publicações feitas por ele na rede social X, nas quais usou termos ofensivos como "cachaça" para se referir a Lula e classificou certas narrativas como "patifaria armada".
O inquérito foi instaurado por solicitação do Ministério da Justiça. A defesa do ex-presidente argumenta que as falas se enquadram em crítica política legítima.
O episódio remete à campanha presidencial de 2022, quando Lula, ainda candidato, participou de evento no Complexo do Alemão e usou um boné com as iniciais "CPX". Críticos interpretaram como alusão a uma facção criminosa, mas a abreviação refere-se a "complexo" (de favelas), como ocorre em nomes semelhantes: CPX Penha, CPX Maré, CPX Chapadão e CPX Salgueiro.
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