O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve reunião reservada com delegados da Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (23) para tratar do inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e descontos indevidos em benefícios do INSS.
O encontro, realizado no gabinete do ministro em Brasília, teve como foco principal os avanços da investigação e os próximos passos processuais. A agenda incluiu discussões sobre a produção de provas, análise de documentos apreendidos e possíveis medidas cautelares ainda pendentes no caso.
A reunião ocorre em momento sensível: na semana passada, o próprio Mendonça concedeu habeas corpus ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tornando facultativo seu comparecimento à CPMI do INSS. A decisão limitou o deslocamento forçado do investigado e vetou o uso de aeronave da PF para condução coercitiva, atendendo parcialmente à defesa que alegava constrangimento.
O inquérito, conduzido pela PF sob supervisão do STF, investiga mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados irregulares, nos quais descontos foram realizados sem autorização expressa dos aposentados e pensionistas. A suspeita é de que o Banco Master tenha se beneficiado de falhas sistêmicas ou omissões na comprovação de anuência dos beneficiários.
Fontes próximas ao caso afirmam que a conversa entre Mendonça e os delegados serviu para alinhar informações e avaliar se há necessidade de novas diligências ou pedidos de quebra de sigilo. O ministro, relator do inquérito, mantém sigilo parcial sobre os autos, mas tem demonstrado preocupação com a celeridade da apuração.
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