Stf permanece em silêncio sobre número ligado a Vorcaro

Presidente da CPMI do INSS anuncia ofício a Edson Fachin após prazo de dois dias úteis expirar sem resposta sobre usuário de linha telefônica do Supremo
Por: Brado Jornal 24.mar.2026 às 10h04
Stf permanece em silêncio sobre número ligado a Vorcaro
Dorivan Marinho/SCO/STF Fonte: Agência Senado
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que enviará um ofício ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, para cobrar esclarecimentos sobre um número de celular institucional usado no dia da prisão de Daniel Vorcaro.

A CPMI havia encaminhado pedido formal ao tribunal em 19 de março de 2026, exigindo que o STF identificasse todos os usuários da linha nos últimos cinco anos, de janeiro de 2021 até a data do ofício. O prazo concedido foi de apenas dois dias úteis, que se encerrou na segunda-feira (23.mar.2026) sem qualquer manifestação oficial da Corte.

Segundo Viana, a ausência de resposta torna necessário acionar diretamente o presidente do Supremo. Ele destacou que se trata de um número público, mantido e pago com recursos do erário, e por isso é preciso esclarecer quem o utilizava na ocasião.

O telefone em questão pertence ao ministro Alexandre de Moraes. Relatos indicam que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, enviou mensagens para esse número na noite de 17 de novembro de 2025, exatamente quando se preparava para deixar o país e horas antes de ser preso pela Polícia Federal.

Nas mensagens, Vorcaro perguntava se havia “novidades” e se o interlocutor havia conseguido “bloquear” algo. O ministro Moraes nega ter sido o destinatário das conversas. Em nota oficial divulgada pela Secretaria de Comunicação do STF em 6 de março de 2026, ele reafirmou não ter trocado mensagens com o ex-banqueiro.

Documentos obtidos pela PF no celular de Vorcaro sugerem uma relação de proximidade com Moraes, incluindo relatos à então namorada, Martha Graeff, sobre encontros e visitas a residências privadas do ministro.

Diante do silêncio do tribunal, Carlos Viana reforçou a necessidade de transparência, argumentando que o aparelho era funcional do STF e, portanto, sujeito a prestação de contas sobre seu uso.

O ofício inicial foi endereçado à diretora-geral do Supremo, Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda. Com o prazo vencido sem resposta, a intenção agora é elevar o pedido diretamente ao presidente Edson Fachin.


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