O Exército Brasileiro cumpriu, na manhã desta sexta-feira (10), mandados de prisão contra três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.
As detenções foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a execução das penas após o esgotamento dos recursos apresentados pelas defesas. Os presos integram o chamado núcleo 4 da trama golpista, responsável pela disseminação de desinformação.
Foram detidos o major da reserva Ângelo Denicoli, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida. Segundo as investigações, o grupo atuava na produção e divulgação de conteúdos falsos sobre as urnas eletrônicas nas redes sociais, com o objetivo de questionar a legitimidade das eleições e manter Jair Bolsonaro no poder.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou que o núcleo realizava “ataques virtuais” como parte de um plano maior de ruptura institucional. Além das prisões, outros dois condenados seguem foragidos: o coronel Reginaldo Abreu e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.
No total, sete pessoas foram condenadas nesse núcleo por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, integração em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As penas variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos de prisão.
As investigações também indicam que alguns dos envolvidos usaram estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para cometer os delitos, já que estavam lotados no órgão na época dos fatos, entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.
As prisões desta sexta-feira representam mais um avanço na execução das condenações relacionadas aos atos golpistas.
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