Milei diz estar “disposto a ouvir” Macri

O candidato presidencial da Argentina afirmou que pretende se alinhar ao ex-presidente para “acabar com o kirchnerismo”
Por: Brado Jornal 23.out.2023 às 14h15
Milei diz estar “disposto a ouvir” Macri

O candidato presidencial Javier Milei, do La Libertad Avanza, afirmou nesta segunda-feira (23) que está “disposto a ouvir” o ex-presidente da Argentina Mauricio Macri para “acabar com o kirchnerismo”. A declaração foi feita em entrevista à Radio Mitre.

Milei garantiu que tem um “relacionamento muito bom” com Macri e não descartou a possibilidade de montar um gabinete junto ao ex-presidente argentino. “Sua experiência tem sido muito valiosa e ele tem muito a contribuir”, declarou o libertário, que teve 30% dos votos no primeiro turno, realizado no domingo (22.out).

Em discurso dado no Hotel Libertador, em Buenos Aires, pouco depois da apuração dos votos, Milei disse que os argentinos escolherão entre o kirchnerismo ou a liberdade. Ele afirmou ainda que o governo da ex-presidente Cristina Kirchner, atual vice de Alberto Fernández, foi “a pior coisa que aconteceu à Argentina”.

À Radio Mitre, o candidato que concorrerá no segundo turno com Sergio Massa disse que “o inimigo continua sendo o kirchnerismo” e que “se não acabarmos com o Kirchnerismo é porque somos irresponsáveis”, se referindo à possível parceria com Macri.

Massa recebeu 36,68% dos votos e Milei, 29,98%, segundo dados da Direção Nacional Eleitoral do país.


Eis o resultado parcial até 7h desta segunda-feira (23):

  • Sergio Massa (Unión por la Pátria), de esquerda: 36,68%;
  • Javier Milei (La Libertad Avanza), de direita: 29,98%;
  • Patricia Bullrich (Juntos por el Cambio), de direita: 23,83%;
  • Juan Schiaretti (Hacemos por Nuestro País), de esquerda: 6,78%;
  • Myriam Bregman (Frente de Izquierda), de esquerda: 2,70%.


Cerca de 35,8 milhões de eleitores argentinos, sendo 449 mil no exterior, estavam aptos a ir às urnas para escolher quem substituirá o atual presidente Alberto Fernández. Apesar de o voto ser obrigatório no país, a participação dos eleitores argentinos foi de 77,65%. Para ser eleito presidente em primeiro turno, era necessário conquistar ao menos 45% dos votos válidos –excluídos brancos e nulos– ou 40% com uma diferença de 10 p.p. sobre o segundo colocado.



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