O líder separatista catalão Carles Puigdemont (Junts) voltou a Barcelona nesta quinta-feira (8) depois de 7 anos de um autoimposto exílio na Bélgica. Ele discursou para cerca de 3.500 de pessoas nas proximidades do Parlamento regional. Depois, deixou o local e se dispersou no meio da multidão.
Puigdemont tem um mandado de prisão pendente na Espanha. Segundo o jornal El País, a polícia catalã iniciou uma operação para tentar localizá-lo e prendê-lo. Os agentes suspeitam que ele esteja se deslocando de carro. Ainda não se sabe se ele permanecerá na Espanha ou voltará ao exílio.
Puigdemont deixou a Espanha depois da tentativa fracassada de independência da Catalunha em outubro de 2017. Ele foi acusado pela Justiça espanhola de sedição e desvio de fundos públicos.
O Parlamento da Espanha aprovou um projeto de lei que concede anistia a separatistas catalães. No total, mais de 400 pessoas são acusadas de crime de manifestação separatista pelo governo espanhol, incluindo Puigdemont.
Ainda assim, a Suprema Corte do país manteve os mandados de prisão para Puigdemont e outras duas pessoas. Eles são acusados de peculato e, segundo o Tribunal, a lei de anistia não se aplica a eles.
“Não estamos interessados em estar em um país onde a lei de anistia não anistia”, disse Puigdemont em seu discurso.
“Há 7 anos que nos perseguem por querermos ouvir a voz do povo da Catalunha, há anos começou uma repressão muito dura”, continuou. “Ainda estamos aqui porque não temos o direito de renunciar”, declarou.
“Não sei quando nos voltaremos a ver”, disse Puigdemont antes de deixar o local.
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