O principal candidato da oposição venezuelana, Edmundo González (Plataforma Unitária Democrática, centro-direita), chegou à Espanha neste domingo (8.set.2024). O anúncio foi feito pela líder opositora, María Corina Machado, em post no X (ex-Twitter). González é alvo de um mandado de prisão na Venezuela.
Segundo Machado, a vida de González “estava em perigo, e as crescentes ameaças, intimações, mandados de detenção e até as tentativas de chantagem e coação a que foi sujeito demonstram que o regime não tem escrúpulos nem limites na sua obsessão em silenciá-lo e tentar subjugá-lo”.
Ainda conforme a opositora ao governo do presidente Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela, esquerda), “essa operação do regime e dos seus aliados é mais uma prova do seu carácter criminoso, que os deslegitima e afunda ainda mais a cada dia”.
Machado disse que a medida foi necessário para “preservar a liberdade, a integridade e a vida” de González. Reforçou que, em 10 de janeiro, o político tomará posse como presidente da Venezuela.
“Que isso fique bem claro para todos: Edmundo lutará de fora, ao lado da nossa diáspora, e eu continuarei fazendo isso aqui, ao lado de vocês”, concluiu.
Na madrugada deste domingo (8.set.), o governo da Espanha emitiu um comunicado informando que González havia embarcado em um avião da Força Aérea espanhola rumo ao país. Madri disse que “providenciou os meios diplomáticos” necessários para a viagem, a pedido do venezuelano.
A Justiça da Venezuela, controlada por Maduro, mandou prender González em 2 de setembro. O advogado é acusado de descumprir 3 intimações do Ministério Público do país para esclarecer a divulgação das atas eleitorais do pleito de 28 de julho de 2024, embora os documentos sejam públicos em países democráticos e com eleições livres. Em 5 de agosto, González se autodeclarou o vencedor do pleito.
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