Outras postagens no X, incluindo da Al Jazeera e da BBC, destacam o medo e a indignação dos groenlandeses, que rejeitam se tornar americanos ou dinamarqueses, insistindo em sua identidade própria.
O contexto remete à reeleição de Trump em 2024 e à sua obsessão renovada pela Groenlândia, vista como estratégica para conter influências chinesa e russa no Ártico. Trump, em postagens nas redes sociais, argumentou que a Dinamarca falhou em proteger a ilha de ameaças externas e ameaçou impor tarifas de 10% a oito nações europeias, incluindo membros da OTAN, que se opõem à transferência de controle.
Líderes europeus, em reunião emergencial em Bruxelas, condenaram as ações como "chantagem" e preparam respostas, possivelmente incluindo tarifas sobre importações americanas.
O Pentágono, no entanto, negou planos iminentes de intervenção militar, embora Nielsen não descarte completamente o risco.
A Groenlândia, com população de cerca de 60 mil habitantes, é um território semi-autônomo da Dinamarca desde 1953, mas mantém governo eleito e aspirações independentes.
Os cinco principais partidos políticos da ilha rejeitaram coletivamente as reivindicações de Trump, afirmando que apenas os groenlandeses decidem seu futuro.
A crise escalou após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, levantando temores de ações unilaterais semelhantes.
Enquanto isso, bonés com a frase "Make America Go Away" ganharam popularidade nos protestos, simbolizando a resistência local. A repercussão global inclui debates no Fórum Econômico Mundial em Davos, onde Trump evitou o tema em seu discurso, focando em outros pontos. Analistas alertam que a escalada pode abalar alianças atlânticas, com a OTAN em alerta para consequências além das fronteiras da Groenlândia. Fotos dos protestos mostram multidões determinadas em meio à neve, reforçando a unidade groenlandesa.
O mundo observa se as negociações diplomáticas prevalecerão ou se o impasse se agravará.
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