Terceirizada demite 400 funcionários de limpeza da UFBA após acusações de assédio

Trabalhadores buscavam rescisão para migração à nova contratada, que assume serviço em breve
Por: Brado Redação 05.jan.2026 às 15h25
Terceirizada demite 400 funcionários de limpeza da UFBA após acusações de assédio
Foto: Site Oficial UFBA

Cerca de 400 profissionais terceirizados responsáveis pela conservação e limpeza dos campi da Universidade Federal da Bahia (UFBA) serão dispensados nos próximos dias pela empresa Liderança Limpeza e Conservação Ltda., após mais de dez anos prestando serviços à instituição.


A demissão coletiva ocorre em um contexto marcado por denúncias de assédio moral e pressão para que os funcionários pedissem demissão, evitando assim o pagamento integral de direitos trabalhistas.


Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Terceirizados de Limpeza de Salvador, Maurício Roxo, a categoria solicitava a rescisão contratual exatamente para facilitar a absorção pela nova empresa vencedora da licitação, a Jutze, que inicia as atividades a partir de 11 de janeiro.


O acordo firmado prevê o pagamento de apenas 20% da multa do FGTS, valor inferior ao inicialmente reivindicado. Ainda assim, aproximadamente 90% dos trabalhadores aderiram ao termo e já estão sendo incorporados pela nova contratada.


A UFBA destacou a importância de manter os profissionais experientes para preservar a qualidade e a continuidade dos serviços, evitando perdas de conhecimento técnico acumulado ao longo dos anos. Em comunicado anterior, a universidade criticou a substituição repentina de funcionários e relatou indícios de coação por parte da Liderança para que pedissem demissão.


Maurício Roxo explicou que a empresa inicialmente alegou que realocaria os trabalhadores em outros contratos, propondo transferências para locais distantes ou até outros municípios, opções consideradas inviáveis pela categoria.


A renovação sucessiva do contrato da Liderança por aditivos nos últimos anos chegou ao fim com a derrota na nova licitação. A universidade enfatizou que trocas abruptas poderiam comprometer a segurança operacional e sanitária dos campi.


A reportagem tentou contato com representantes da Liderança, sem sucesso até o momento. O espaço permanece aberto para posicionamento da empresa.



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