Bahia: PF faz buscas em endereço de deputado suspeito de chefiar milícia

Binho Galinha é suspeito de lavagem de dinheiro
Por: Brado Jornal 07.dez.2023 às 09h41 - Atualizado: 07.dez.2023 às 09h42
Bahia: PF faz buscas em endereço de deputado suspeito de chefiar milícia

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) uma operação para desarticular uma milícia que atua na Bahia. Segundo a corporação, o chefe da organização é um político atualmente detentor de foro por prerrogativa de função.

Trata-se do deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Patriota-BA). A informação é do g1.

O parlamentar foi alvo de busca e apreensão. Por ser considerado o chefe do grupo criminoso, a PF chegou a pedir a prisão dele, mas a 1ª Vara Criminal de Feira de Santana negou, autorizando somente a busca.

A Justiça ainda determinou o bloqueio de mais de R$ 700 milhões das contas bancárias dos investigados e o sequestro de 26 propriedades urbanas e rurais, além da suspensão de atividades econômicas de seis empresas.

"Consta na denúncia que, mediante investigações capitaneadas pela Polícia Federal foram colhidos elementos indiciários que demonstram que, supostamente, desde o ano de 2013, os denunciados integrariam organização criminosa armada liderada por Kléber Cristian Escolano de Almeida, alcunha 'Binho Galinha', e agiriam em comunhão de ações e desígnios, de forma consciente e voluntária, de forma permanente e estável, mediante divisão de tarefas, para o fim de ocultar e/ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e/ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de variadas infrações penais, em especial receptação de cargas roubadas/furtadas, extorsão, jogo do bicho e agiotagem, entre outras" diz a decisão.

Ao todo, são dez mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, 200 policiais federais participam da operação.

Durante a investigação, a Receita Federal encontrou inconsistências fiscais dos investigados, movimentação financeira incompatível, assim como propriedade de bens móveis e imóveis não declarados e indícios de lavagem de dinheiro.

O inquérito aponta ainda para a "participação de três policiais militares do estado da Bahia, os quais integrariam o braço armado do grupo miliciano, cujas atribuições seriam de efetuar cobranças, mediante violência e grave ameaça, de valores indevidos oriundos de jogos ilícitos e empréstimos a juros excessivos".



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