Operação Mirakel avança contra receptadores de canetas emagrecedoras roubadas em Salvador

Segunda fase da ação policial cumpre mandados na capital baiana com foco no grupo que recebia e revendia os medicamentos furtados ou roubados de farmácias; cerca de 300 agentes participam das diligências
Por: Brado Jornal 14.jan.2026 às 08h57
Operação Mirakel avança contra receptadores de canetas emagrecedoras roubadas em Salvador
ASCOM/PC BA
As forças de segurança da Bahia deflagraram, na manhã desta quarta-feira (14 de janeiro de 2026), a segunda etapa da Operação Mirakel, direcionada a desmantelar uma organização criminosa especializada em furtos, roubos e comercialização ilegal de canetas emagrecedoras, medicamentos de elevado valor no mercado negro.

A ação, coordenada pelas Polícias Civil, Militar e Técnica do estado, envolve aproximadamente 300 policiais de diversas unidades, incluindo batalhões ordinários e especializados como Bope, BPChoque, Batalhão Apolo, Graer, BPATAMO, CIPE Polo e Esquadrão Águia, além de equipes da Superintendência de Inteligência e do Departamento de Polícia Técnica. As ordens judiciais estão sendo cumpridas exclusivamente na capital Salvador e na Região Metropolitana.

O principal objetivo desta fase é identificar e atingir os receptadores dos produtos subtraídos, aprofundando as investigações sobre a estrutura do grupo.
As apurações revelam uma atuação organizada, com divisão clara de tarefas: desde a execução dos crimes em estabelecimentos farmacêuticos até a recepção e posterior revenda das canetas emagrecedoras.

Na primeira fase, realizada em junho de 2025, duas figuras centrais do esquema foram presas: uma delas coordenava a cooptagem de adolescentes para participar dos ataques, enquanto a outra executava diretamente os roubos.
Naquela oportunidade, foram apreendidos itens como uma bolsa de entrega por aplicativo, uma capa de chuva e um casaco usados nas ações (identificados em imagens de câmeras de segurança), além de produtos de higiene pessoal com indícios de origem ilícita em farmácias.

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) destacou que o esquema explorava a alta demanda e o preço elevado desses medicamentos no mercado paralelo, motivando uma série de invasões a drogarias.
A operação atual busca fortalecer as provas contra os envolvidos na cadeia de receptação e venda irregular, visando desarticular completamente a rede criminosa.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre prisões ou apreensões específicas nesta segunda fase, mas as diligências prosseguem com apoio integrado das forças estaduais.
O caso reforça o combate a crimes contra o patrimônio e à comercialização ilegal de produtos controlados na região.


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