O delegado Felipe Curi, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, voltou ao serviço nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026) após três meses de afastamento médico. Ele havia sido baleado na perna esquerda durante uma megaoperação contra o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na zona norte da capital, em 15 de outubro de 2025.
A ação, coordenada pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) e com apoio de batalhões da PM, visava desarticular pontos de venda de entorpecentes controlados pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Durante confronto armado com traficantes em uma das vielas do complexo, Felipe Curi foi atingido por disparo de fuzil, sofrendo fratura exposta na tíbia e lesões em tecidos moles. O delegado foi socorrido imediatamente e levado ao Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), onde passou por cirurgia de emergência.
Nas semanas seguintes, ele foi submetido a mais duas intervenções cirúrgicas para reconstrução óssea e limpeza de infecção, além de tratamento intensivo de fisioterapia e reabilitação motora. A perícia balística confirmou que o projétil era de fuzil calibre 7,62 mm, compatível com armamento de uso restrito utilizado pelo tráfico.
O retorno de Felipe Curi ocorreu na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), onde ele já atuava antes do incidente. A unidade é responsável por investigações de crimes dolosos contra a vida na capital fluminense. Colegas e superiores destacaram a determinação do delegado em retomar as atividades, mesmo ainda em processo de recuperação plena.
A megaoperação de outubro resultou na prisão de 18 suspeitos, na apreensão de 12 fuzis, pistolas, granadas e mais de 200 kg de drogas, além da desativação de vários pontos de venda no Alemão.
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