PF argui suspeição de Dias Toffoli no caso Banco Master após menções encontradas em celular de Daniel Vorcaro

Polícia Federal entrega material extraído de aparelhos do banqueiro ao presidente do STF, Edson Fachin, que determinou manifestação do ministro relator; gabinete de Toffoli classifica pedido como baseado em ilações e questiona legitimidade da PF
Por: Brado Jornal 12.fev.2026 às 06h18
PF argui suspeição de Dias Toffoli no caso Banco Master após menções encontradas em celular de Daniel Vorcaro
Rosinei Coutinho/SCO/STF
A Polícia Federal (PF) formalizou arguição de suspeição contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator de processo envolvendo o Banco Master. O pedido foi protocolado junto ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, na segunda-feira (9 de fevereiro de 2026), com base em conteúdo recuperado de aparelhos eletrônicos apreendidos do empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira.

Durante perícia nos dispositivos de Vorcaro, os investigadores identificaram menções ao nome de Toffoli em conversas e arquivos, o que levou a PF a questionar a imparcialidade do ministro na condução do caso.
O material foi encaminhado diretamente a Fachin, que determinou que Toffoli se manifestasse nos autos, tramitando em sigilo.O gabinete do ministro emitiu nota afirmando que o pedido trata de “ilações” e que a Polícia Federal não possui legitimidade para propor a suspeição, por não ser parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. “Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, diz o texto.

O questionamento à relatoria de Toffoli ganhou força após revelações sobre relações entre o resort Tayayá, vinculado à família do ministro e localizado em Ribeirão Claro (PR), e fundos ligados ao Banco Master.
Alguns membros do STF entendem que a arguição deveria partir da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por analisar os materiais da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no banco.

Dias Toffoli estaria tranquilo com a situação, segundo interlocutores, declarando não existir qualquer relação pessoal ou profissional com Vorcaro ou o caso em si. A operação em curso apura possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta e outros delitos relacionados a investimentos e operações do Banco Master.


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