Investigadores de dois estados capturaram, nesta quinta-feira (21), um homem e uma mulher acusados de assassinar uma grávida de oito meses e esconder o corpo em cova rasa no interior da Bahia. O casal vivia foragido desde o crime, ocorrido em janeiro de 2022.
A vítima, Josilene Santos de Jesus, de 29 anos, desapareceu no dia 31 de janeiro após retornar de Salvador para o município de Presidente Tancredo Neves, no sul baiano. Poucos dias depois, equipes policiais encontraram o cadáver enterrado de forma precária na zona rural de Serra do Sal, já em avançado estado de decomposição. Peritos identificaram sinais de corrosão provocada por substância química, provavelmente ácido, além de fragmentos ósseos do feto em estágio avançado de gestação.
As investigações apontaram o ex-companheiro da vítima, que também era o pai da criança que ela esperava, como o principal suspeito. A mulher presa, atual companheira dele, teria demonstrado forte rejeição à gravidez. Testemunhas relataram que ela fazia ameaças constantes, afirmando que Josilene “não iria parir aquele filho”. Depoimentos ainda indicaram que o homem teria confessado indiretamente o envolvimento no homicídio a alguém de sua confiança.
Logo após o desaparecimento, o casal deixou a Bahia e passou anos escondido em diferentes locais. A prisão ocorreu na comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Eles usavam identidades falsas para evitar a Justiça. Mandados de prisão preventiva foram cumpridos pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O êxito da operação foi possível graças à cooperação entre policiais civis baianos e fluminenses, que cruzaram informações, realizaram buscas e monitoraram pistas durante meses. A ação integrada permitiu localizar com precisão o paradeiro dos foragidos.
O caso causou grande comoção na região sul da Bahia devido à brutalidade e à motivação relacionada à gravidez indesejada pelo casal. As autoridades continuam as apurações para esclarecer todos os detalhes do crime e verificar possível participação de outras pessoas. Os detidos foram encaminhados ao sistema prisional no Rio de Janeiro, onde aguardarão transferência ou julgamento.
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