Operação policial prende 15 e mata dois chefes de facção ligada a 15 homicídios em Salvador

Ação da Polícia Civil, batizada de Gênesis, cumpre mandados em três estados e mira grupo que disputava o tráfico nos bairros Águas Claras e Cajazeiras V
Por: Brado Jornal 16.jun.2026 às 11h50
Operação policial prende 15 e mata dois chefes de facção ligada a 15 homicídios em Salvador
Foto: Polícia Civil
Uma grande operação da Polícia Civil da Bahia resultou na prisão de 15 pessoas e na morte de dois líderes de uma facção criminosa nesta terça-feira (16/6). A ação, deflagrada em Salvador e em outros municípios da Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina, investiga o grupo por pelo menos 15 homicídios cometidos entre 2025 e 2026, todos relacionados ao controle do tráfico de drogas.

Os alvos principais atuavam principalmente nas comunidades de Águas Claras e Cajazeiras V, na capital baiana. As investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelam que os crimes não eram isolados, mas faziam parte de uma estratégia organizada para dominar o território, usando barricadas, câmeras, drones e videomonitoramento para controlar o movimento policial e intimidar moradores.

Durante a operação, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão. A polícia recolheu armas de fogo, drogas, documentos, celulares e equipamentos eletrônicos usados para monitorar forças de segurança. Além das prisões em flagrante, cinco mandados foram cumpridos contra pessoas que já estavam detidas.

Os dois mortos no confronto:
  • Rogério de Andrade Gonçalves, 33 anos, apontado como o principal chefe em liberdade. Ele morreu durante o cumprimento de mandado em Retirolândia (BA). Segundo a polícia, resistiu à prisão atirando contra os agentes. Um investigador foi ferido de raspão no braço, mas não corre risco de vida.
  • Rodrigo Ventura dos Santos, 32 anos, morto em confronto em Santa Catarina. Ele era responsável por executar rivais, selecionar novos membros e gerenciar o armamento da organização.
Entre os presos está um homem de 54 anos, considerado o “armeiro” da facção, responsável por fabricar e manter as armas do grupo, e um produtor cultural de 53 anos que promovia eventos na região para repassar informações sobre a polícia e facilitar a comunicação interna da quadrilha.

A Operação Gênesis é desdobramento da Operação Saigon, realizada em 2023 contra o mesmo grupo. As apurações mostram que a facção expandiu suas atividades para Santa Catarina, montando um núcleo para tráfico e homicídios. A polícia segue analisando o material apreendido para identificar outros envolvidos.


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