Arthur Lira e Renan Calheiros trocam farpas nas redes sociais: ‘Figura nefasta da política’

Acusações sobre corrupção começaram após operação da Polícia Federal em Rio Largo, em Alagoas, que levou à prisão preventiva do prefeito Gilberto Gonçalves
Por: Brado Jornal 22.ago.2022 às 14h50
Arthur Lira e Renan Calheiros trocam farpas nas redes sociais: ‘Figura nefasta da política’
Foto: Divulgação

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e o senador Renan Calheiros (MDB) protagonizaram uma troca de farpas nesta segunda-feira, 22, nas redes sociais. O motivo é a Operação Beco da Pecúnia, da Polícia Federal, que prendeu o prefeito Gilberto Gonçalves, aliado de Lira, por tentativa de “impedir ou embaraçar a investigação” sobre desvios de verbas federais na cidade de Rio Largo, em Alagoas. A troca de acusações entre os parlamentares aconteceu após o senador escrever que a ação policial é uma “advertência” aos métodos do presidente da Câmara. “A prisão do prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves, é a primeira do orçamento secreto. É uma advertência às demais cidades e aos métodos de Arthur Lira que, cinicamente, continuou a liberar recursos para o “beco da propina” e outros escândalos”, afirmou. A citação às emendas de relator, também chamadas de Orçamento Secreto, acontece porque a cidade alagoana teria recebido R$ 16,7 milhões dessas emendas, consideradas pouco transparentes.

Arthur Lira, por sua vez, respondeu às provocações de Renan Calheiros afirmando que o parlamentar “continua sendo uma figura nefasta na política brasileira”. “Ele não lembra o motivo pelo qual foi obrigado a renunciar à presidência do Senado? O que não faltam são escândalos”, escreveu, também no Twitter. Na sequência, o deputado também afirmou que um “pente fino” no governo de Renan Filho iria constatar um “rosário de ilicitudes”. Como a Jovem Pan mostrou, a operação da Polícia Federal nesta segunda levou à prisão preventiva de Gilberto Gonçalves. As investigações mostram que a prefeitura de Rio Largo recebia verbas federais e destinava os valores para pagamentos a empresas laranjas, fazendo com que os recursos voltassem para o prefeito. No período do avaliado pelo inquérito, de 2019 a 2022, cerca de R$ 12 milhões foram desviados.



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