Bolsonaro vê tentativa de uso de sua imagem em crime cometido por petista

Presidente diz que imprensa perdeu interesse no episódio em razão de tatuagem com rosto de Lula no braço do acusado
Por: Brado Jornal 14.set.2022 às 16h51
Bolsonaro vê tentativa de uso de sua imagem em crime cometido por petista
Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou na noite de terça-feira 13 a respeito do crime cometido pelo militante petista Ezequiel Lemos Ramos, que assassinou a ex-mulher e o filho em São Paulo na segunda-feira. O chefe do Executivo reclamou de uma suposta tentativa de uso de sua imagem na narrativa sobre o episódio.

Bolsonaro comentou o crime por meio de uma série de postagens nas redes sociais. O presidente afirmou que o crime seria vinculado ao seu governo, se não fosse a constatação de que o criminoso tem uma tatuagem no braço com o desenho do rosto de Lula (PT).

“Após mais uma tentativa covarde de me associar a um crime brutal sem o menor fundamento, a imprensa teve de descartar a narrativa por conta de uma tatuagem de Lula no braço do assassino. Dificilmente seguirão dando destaque, prova de que a preocupação nunca foi com as vítimas”, afirmou o presidente.

“O fato é que, se não existisse essa tatuagem, jornais ainda estariam explorando mais uma narrativa mentirosa para tentar convencer inocentes de que os milhões de pessoas que me apoiam, homens, mulheres, jovens e idosos, compactuam de alguma forma com esse tipo de barbaridade”, acrescentou.

Bolsonaro ainda reclamou da exploração política de crimes, dizendo que “quem tira uma vida de forma gratuita e cruel tem de apodrecer na cadeia, não interessa a opinião política”.


PT responsabiliza governo Bolsonaro sobre o crime

O Partido dos Trabalhadores também se manifestou formalmente sobre o episódio, por meio de nota assinada por Gleisi Hoffmann, no site oficial da legenda. A presidente da sigla relacionou o crime com o que diz entender ser uma cultura de violência estimulada pelo governo federal.

“O incentivo à violência e a liberação, pelo governo federal, da compra, posse e porte de armas estão na raiz de crimes e tragédias, como a que ocorreu ontem no Parque São Rafael, em São Paulo. O PT está solidário com os familiares das vítimas”, comentou Gleisi.

“Condenamos toda forma de violência, qualquer que seja a orientação política de quem a comete. Defendemos a apuração rigorosa do crime, para que a Justiça seja feita e tragédias assim não se repitam”, acrescentou a presidente do PT.


Sobre o caso

A Justiça de São Paulo decretou na terça-feira 13 a prisão preventiva de Ezequiel Lemos Ramos, 39 anos, acusado de matar a ex-mulher e o filho. O crime foi gravado por uma câmera de segurança.

O homem é estudante de medicina, tem registro de Colecionador de Armas, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e uma tatuagem de Lula (PT) no braço esquerdo. O nome do filho mais novo, Luiz Inácio Nicolich Lemos, é uma homenagem ao ex-presidente.

As imagens mostram um Fiat Uno branco, desgovernado, batendo em um poste. Segundos antes, a ex-mulher do petista, que dirigia o carro, havia levado um tiro. Depois da colisão, o assassino disparou novamente contra o automóvel e correu.

Ezequiel foi detido em flagrante por um policial militar de folga. Ele foi levado ao 49º Distrito Policial (DP), em São Mateus, onde acabou preso e indiciado por duplo homicídio doloso qualificado, feminicídio, emboscada e tentativa de homicídio.




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