De volta ao PT, Marta dizia que partido havia traído os brasileiros; relembre

Ela havia deixado o PT em 2015; volta agora, em 2024, como pré-candidata a vice na chapa de Boulos à Prefeitura de SP
Por: Brado Jornal 10.jan.2024 às 08h17
De volta ao PT, Marta dizia que partido havia traído os brasileiros; relembre
Instagram/ruifalcao13 – 8.jan.2024

Quase 9 anos depois de deixar o PT, a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy voltará à sigla. Ela aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para retornar ao partido e compor chapa com Guilherme Boulos (Psol) na disputa pela prefeitura da capital paulista nas eleições de 2024.

Marta deixou seu cargo de secretária de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo na 3ª feira (9.jan.2024). Em sua carta de demissão ao atual prefeito e provável adversário de Boulos em outubro, Ricardo Nunes (MDB), ela afirmou que está seguindo “caminhos coerentes” com sua trajetória política.

A ex-deputada e ex-senadora de 78 anos ajudou a fundar o PT. Foi filiada à sigla por 33 anos, de 1981 a 2015. A saída, em 28 de abril de 2015, foi conturbada. Ela disse em sua carta de desfiliação que o partido era protagonista de um dos “maiores escândalos de corrupção que a nação brasileira já experimentou” e que não poderia conviver com isso.

Depois de deixar o partido, Marta fez inúmeras críticas ao partido e a nomes da sigla, principalmente a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a quem chamou de “Judas”, e ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chamado por ela em 2016 de “pior prefeito que São Paulo já teve”.

Em 2016, Marta Suplicy presenteou Janaina Paschoal e Miguel Reale Júnior, autores do pedido de impeachment contra Dilma (ao lado de Hélio Bicudo), com flores. O momento foi registrado. Deu-se durante sessão do Senado que julgava a ex-presidente.

24.abr.2025 – disse que o “PT traiu os brasileiros” com uma “avalanche de corrupção”;

28.abr.2015 – na carta de desfiliação, declarou não ter como conviver com os “escândalos de corrupção” do partido;

17.jun.2015 – chamou Dilma de “Judas” ao falar sobre as críticas da base petista ao então ministro da Fazenda, Joaquim Levy;

11.out.2015 – falou que o impeachment de Dilma era “pelo Brasil”;

29.jan.2016 – defendeu o impeachment de Dilma: “Não é golpe”;

25.abr.2016 – ironizou Dilma ao elogiar Michel Temer (MDB): “Uma vantagem é que ele conversa”;

7.mai.2016 – voltou a defender o impeachment de Dilma e disse não ter “dor nem pena” de votar contra a petista;

11.mai.2016 – disse haver “indícios mais do que suficientes dos crimes de responsabilidade” de Dilma;

12.jul.2025 – chamou Haddad de “pior prefeito que São Paulo já teve”;

28.jul.2016 – culpou Dilma por cortes do governo federal na educação e na saúde;

9.ago.2018 – afirmou ter feito “tudo certo” e que “faria tudo de novo” ao falar da saída do PT e do voto pelo impeachment de Dilma;

23.jan.2023 – anunciou apoio à reeleição de Nunes e disse que impeachment de Dilma “não foi golpe“.

O PT também já criticou Marta, mas não com a mesma frequência.

O partido afirmou em abril de 2015 que ela deixou a legenda no mesmo ano por “ambição eleitoral” e “personalismo desmedido”. Chamou a ex-deputada e ex-senadora de “oportunista” por se alinhar com “aqueles que sempre combateu e que sempre a atacaram”.

Em dezembro de 2019, o líder do MST João Pedro Stédile se manifestou contrário a uma eventual volta de Marta Suplicy ao PT: “Não é bem-vinda”. Ela havia se desfiliado do MDB no ano anterior (2018).



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