Santander volta a pedir apreensão de bens de Jair Renan para cobrir dívida

A solicitação se dá depois de tentativas de intimar o 4º filho do ex-presidente Bolsonaro a pagar dívida de R$ 360 mil
Por: Brado Jornal 07.jun.2024 às 10h20
Santander volta a pedir apreensão de bens de Jair Renan para cobrir dívida
Joédson Alves/Agência Brasil

O Santander enviou na sexta-feira (31) à Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais e Conflitos Arbitrais de Brasília um pedido para investigar os ativos financeiros de Jair Renan Bolsonaro para confiscar os bens do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A solicitação do banco se dá depois de tentativas de intimar Jair Renan a pagar uma dívida de R$ 360 mil. A medida judicial visa apreender imóveis e veículos do devedor para garantir o pagamento do débito.

Segundo o histórico do processo, o mandado de citação não foi recebido pelo filho de Bolsonaro em 3 ocasiões: em 6 de março, em 2 de abril e em 16 de maio. O último mandado foi enviado para uma casa no Lago Sul, região nobre de Brasília. 

O advogado de Renan Bolsonaro afirmou em nota que “Jair Renan está sofrendo as consequências após ser vítima de um estelionatário conhecido pela polícia e pela Justiça”.

“O banco vai atrás da dívida, sem se importar a razão. Tudo será esclarecido a tempo e modo“, afirmou.

Inicialmente, o oficial de Justiça tentou localizar Renan Bolsonaro no estádio Mané Garrincha, em Brasília, onde funcionava a sede da RB Eventos e Mídia, de acordo com os autos do processo. A empresa do filho 04 de Bolsonaro foi baixada junto ao Receita Federal em agosto de 2023.

A RB, cujo principal ramo de atuação era a organização de feiras, congressos, exposições e festas, também foi inicialmente citada no processo, mas o requerente desistiu de incluí-la na ação.

Renan Bolsonaro já responde a outra ação na 5ª Vara Criminal, onde é acusado de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. Ele é suspeito de ter usado uma declaração de faturamento com informações falsas de sua empresa para obter o empréstimo que não foi pago.

Segundo um inquérito da PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal), a suspeita recai sobre uma declaração de faturamento de R$ 4,6 milhões da RB Eventos e Mídia.



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