Lula afirma que Trump foi escolhido para comandar os EUA, "não para liderar o mundo"

A observação foi feita na manhã desta quinta-feira (6.fev.2025) em entrevista às emissoras de rádio Metrópole e Sociedade, na Bahia.
Por: Brado Jornal 06.fev.2025 às 12h51
Lula afirma que Trump foi escolhido para comandar os EUA,

O chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou declarações do líder norte-americano, Donald Trump (republicano), alegando que ele "faz questão de proferir algo absurdo diariamente". A observação foi feita na manhã desta quinta-feira (6.fev.2025) em entrevista às emissoras de rádio Metrópole e Sociedade, na Bahia.


Lula reforçou sua insatisfação com as recentes declarações de Trump sobre a Faixa de Gaza, chamando a situação na região de "genocídio" e defendendo uma abordagem mais "humanitária" nas relações internacionais, principalmente no que diz respeito ao povo palestino. "A Palestina precisa ser tratada como qualquer outra nação", afirmou.


O petista também criticou a postura dos Estados Unidos em relação à democracia, argumentando que o país sempre se apresentou como referência nesse campo, mas a eleição de Trump trouxe discursos que destoam desse princípio. "De repente, um presidente assume e insiste em fazer declarações absurdas diariamente", declarou.


Na última terça-feira (4.fev), Trump afirmou que o governo norte-americano pretende "tomar controle" da Faixa de Gaza. Além disso, voltou a defender o deslocamento dos palestinos para nações vizinhas e descreveu a região como uma "zona de devastação". O comentário foi feito após uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (Likud, direita).


Lula mencionou ainda outras falas do republicano, destacando sua postura agressiva em assuntos globais. "Um dia quer controlar o canal do Panamá, no outro fala em anexar a Groenlândia ou até mesmo o Canadá. Depois, trata os palestinos como se não fossem nada", disse o presidente brasileiro.


Apesar das críticas, Lula afirmou que respeita Trump como líder dos Estados Unidos, mas ressaltou que seu mandato não lhe confere autoridade sobre o restante do planeta. "Ele foi eleito para governar os EUA, não para mandar no mundo. Essa é a relação que espero que possamos construir", concluiu.



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