Alckmin reafirma que Brasil não é "problema" para os EUA em caso de tarifas comerciais

Vice-presidente reage às declarações de Trump e defende relação comercial positiva entre os dois países
Por: Brado Jornal 10.mar.2025 às 09h53
Alckmin reafirma que Brasil não é
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), se manifestou nesta segunda-feira (10/3) em relação às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifas comerciais. Alckmin afirmou que o Brasil não é "o problema" para os EUA, destacando que a relação comercial entre os países é superavitária para os norte-americanos, ou seja, os Estados Unidos exportam mais para o Brasil do que importam.

"Os Estados Unidos têm um grande déficit comercial global, mas no caso do Brasil, eles têm superávit, tanto na balança de bens quanto na de serviços", disse Alckmin, ressaltando que as tarifas impostas por Trump não afetam a dinâmica positiva entre os dois países. Ele enfatizou ainda que a atual relação comercial não coloca o Brasil como uma ameaça para os EUA.

As declarações de Trump, feitas na última semana, incluíam críticas sobre os países que impõem tarifas mais altas aos produtos norte-americanos, incluindo o Brasil, e a ameaça de aplicar tarifas recíprocas a partir de 2 de abril. Durante a semana passada, Trump implementou um aumento de tarifas de 25% sobre produtos importados do Canadá e do México, além de medidas contra a China.

Em resposta a essas tensões comerciais, Alckmin se reuniu com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o representante comercial Jamieson Greer, buscando alternativas para suavizar os efeitos das novas tarifas sobre o Brasil. "O mais importante é o diálogo, e o comércio exterior precisa ser um ganha-ganha para ambas as partes", afirmou o vice-presidente.

Alckmin também destacou que, embora a China seja o maior parceiro comercial do Brasil, os Estados Unidos permanecem como o maior investidor no país, enfatizando a importância de aprofundar as relações bilaterais para mitigar possíveis impactos da disputa comercial entre os EUA e outras nações.



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