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João Roma confirma pré-candidatura ao Governo da Bahia, mesmo sem força política no estado

Ex-ministro tenta se manter relevante na política baiana apesar do fracasso nas urnas e das alianças contraditórias
Por: Lorran Lima 14.abr.2025 às 14h47
João Roma confirma pré-candidatura ao Governo da Bahia, mesmo sem força política no estado
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente estadual do PL na Bahia, João Roma, confirmou nesta segunda-feira (14) sua pré-candidatura ao Governo da Bahia nas eleições de 2026. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Sociedade Urgente, da Rádio Sociedade, apresentado por Adelson Carvalho. “Nós temos uma pré-candidatura apresentada, não estamos satisfeitos com o que acontece na Bahia. Eu tenho andado por todo o estado, não só fazendo um diagnóstico, mas fazendo propostas, conversando com apoiadores e desenhando um novo destino para mudar a página no próximo ano”, afirmou Roma.

João Roma é um político sem futuro na Bahia, não tem força nem para se eleger vereador. Como presidente estadual do PL, não conseguiu estruturar o partido de maneira eficaz. O resultado nas eleições municipais de 2024 foi um vexame: o PL elegeu pouquíssimos vereadores em todo o estado. Já nas eleições de 2022, mesmo com o forte apoio do então presidente Jair Bolsonaro, Roma teve uma votação fraca — pouco mais de 700 mil votos — resultado que frustrou qualquer expectativa de projeção estadual.

Sua trajetória é marcada pela dependência de terceiros. Surgiu da base de ACM Neto e nunca construiu nada relevante por conta própria. Hoje, tenta se agarrar ao bolsonarismo para sobreviver politicamente, mas mantém relações estreitas com a esquerda. Sua esposa, Roberta Roma, inclusive usou material de campanha com Jerônimo Rodrigues e Lula em 2022, revelando a incoerência entre o discurso de direita e as alianças na prática.

Para completar o quadro de contradições, Roma mantém no comando do PL da Bahia dois deputados estaduais que são da base do governo de Jerônimo: Vitinho Azevedo e Raimundinho da JR. Em vez de liderar uma oposição forte, Roma se limita a manobras inexpressivas, tentando se manter no jogo político à base de aparições midiáticas e alianças confusas. Sua pré-candidatura não passa de uma tentativa desesperada de se manter relevante.



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