Robinson Faria recua e apoia urgência da anistia aos condenados do 8 de Janeiro

De saída do PL e rumo ao PP, ex-governador do RN decide assinar projeto com apelo bolsonarista mesmo após protocolo formal da proposta na Câmara
Por: Brado Jornal 16.abr.2025 às 07h57 - Atualizado: 16.abr.2025 às 07h58
Robinson Faria recua e apoia urgência da anistia aos condenados do 8 de Janeiro
Reprodução/Redes Sociais

O deputado federal Robinson Faria (RN), ex-governador do Rio Grande do Norte e atualmente de malas prontas para o Progressistas (PP), voltou atrás em sua posição e decidiu assinar o requerimento de urgência para o projeto que prevê anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

O gesto político ocorreu na manhã desta terça-feira (15), um dia após o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), formalizar o protocolo do requerimento na Câmara dos Deputados. A assinatura de Robinson, portanto, não tem valor prático, já que o documento não pode mais ser alterado.


Pressão e reposicionamento

Apontado como um dos únicos dois deputados do PL que inicialmente não haviam apoiado o pedido de urgência — ao lado de Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) —, Faria decidiu alinhar-se ao grupo bolsonarista da legenda mesmo estando de saída para outra sigla.

A movimentação é interpretada nos bastidores como um reposicionamento estratégico, já que Robinson busca manter canais abertos com setores da direita enquanto se prepara para trocar o PL pelo PP — partido que ainda negocia uma possível federação com o União Brasil.


Saída negociada

A transição partidária de Robinson Faria ocorre com anuência do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o que garante ao parlamentar segurança jurídica para não perder o mandato. Inicialmente, Faria havia demonstrado interesse em se filiar ao Republicanos, mas com o esfriamento da possível federação com o União Brasil, voltou os olhos ao PP.


O avanço do projeto

Com ou sem a assinatura de Robinson, o requerimento de urgência para a anistia já soma 264 apoios, ultrapassando com folga os 257 necessários. Curiosamente, 146 dos parlamentares favoráveis à tramitação acelerada pertencem a partidos da base do governo Lula, incluindo legendas com assento no primeiro escalão ministerial.

O episódio reforça a capilaridade política do projeto de anistia, que tem encontrado apoio além da oposição formal, e mostra como questões simbólicas como o 8 de Janeiro seguem tensionando o Congresso — inclusive entre aqueles que estão em trânsito entre siglas.



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