PT opta por cédulas de papel em eleição interna após entraves com urnas eletrônicas

A cúpula do PT buscou o uso das urnas eletrônicas, consideradas mais seguras para contabilizar os votos de cerca de 3 milhões de filiados, conforme alega a legenda
Por: Brado Jornal 22.mai.2025 às 07h57
PT opta por cédulas de papel em eleição interna após entraves com urnas eletrônicas
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que sua eleição interna, marcada para 6 de julho de 2025, será realizada com votos em cédulas de papel, devido à impossibilidade de obter urnas eletrônicas em todos os estados. A decisão foi tomada pela Executiva Nacional na quarta-feira, 21 de maio, após 11 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) não autorizarem ou ainda estarem em negociação para o empréstimo dos equipamentos.

A cúpula do PT buscou o uso das urnas eletrônicas, consideradas mais seguras para contabilizar os votos de cerca de 3 milhões de filiados, conforme alega a legenda. Em março, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, informou que a decisão cabia aos TREs. No entanto, Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais e Pernambuco negaram o empréstimo, enquanto Roraima, Santa Catarina, Piauí, São Paulo, Paraná, Tocantins e Acre permaneciam em tratativas, citando questões de segurança e logística.

“Como não foi possível garantir urnas eletrônicas em todos os municípios, optamos por realizar o Processo de Eleição Direta (PED) com cédulas de papel”, explicou o secretário-geral do PT, Henrique Fontana (PT-RS), ao Poder360. As cédulas serão confeccionadas pelo partido, e a apuração será feita manualmente. Poderão votar os filiados inscritos até 28 de fevereiro de 2025.

O PED 2025, que retorna após 12 anos, elegerá o novo presidente do partido no dia 6 de julho, com um possível segundo turno em 20 de julho. O favorito é Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, apoiado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB). Também concorrem Rui Falcão (deputado federal por São Paulo), Romênio Pereira (secretário de Relações Internacionais), Valter Pomar (dirigente nacional) e Dani Nunes (suplente de vereadora no Rio). Nos pleitos de 2017 e 2019, Gleisi Hoffmann, atual ministra das Relações Institucionais, foi eleita presidente com apoio de Lula, utilizando um sistema híbrido de votação.


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