A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal reuniu maioria de votos para manter a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Ele é investigado por supostamente negociar R$ 140 milhões em propina com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O julgamento virtual teve início nesta sexta-feira (24 de abril de 2026) e deve terminar até as 23h59 do dia 28 de abril. O ministro André Mendonça, relator do caso, votou pela manutenção da prisão decretada em 16 de abril, sendo acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito, repetindo posicionamento anterior em caso relacionado a Vorcaro.
Mendonça reforçou os mesmos argumentos usados na decisão inicial, destacando a existência de indícios robustos contra o ex-dirigente do BRB e o advogado Daniel Monteiro.
Esta ação faz parte da quarta fase da Operação Compliance Zero. As investigações apontam que Costa e Vorcaro teriam negociado R$ 146 milhões em vantagens indevidas, com R$ 74 milhões efetivamente pagos por meio da transferência de seis imóveis de luxo: Heritage, Arbórea, One Sixty, Casa Lafer, Ennius Muniz e Valle dos Ipês.
De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro interrompeu os pagamentos e mandou “travar tudo” após tomar conhecimento de um procedimento sigiloso do Ministério Público Federal que apurava o esquema. As apurações indicam que o empresário recebeu informações sobre as investigações por intermédio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, em junho de 2025.
Ainda nesta semana, Paulo Henrique Costa trocou sua equipe de defesa. Ele deixou o criminalista Cleber Lopes e contratou os advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino. A expectativa é que, assim como Vorcaro, ele busque um acordo de delação premiada.
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