Testemunha diz que Braga Netto ficou chocado com atos de 8 de janeiro

Braga Netto, preso preventivamente desde dezembro de 2024, é réu em uma ação penal que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022
Por: Brado Jornal 26.mai.2025 às 10h04 - Atualizado: 26.mai.2025 às 10h05
Testemunha diz que Braga Netto ficou chocado com atos de 8 de janeiro
Foto: FOTO DIAS
No depoimento prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira, 23 de maio, o coronel do Exército Waldo Manuel de Oliveira Aires, testemunha de defesa do general Walter Braga Netto, afirmou que o ex-ministro da Defesa e da Casa Civil estava jogando vôlei em Copacabana, Rio de Janeiro, quando soube dos ataques aos Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023. Segundo Aires, Braga Netto demonstrou surpresa com os acontecimentos, já que as manifestações conservadoras eram historicamente pacíficas. "Foi algo inesperado para todos, inclusive para ele", declarou o coronel.

Braga Netto, preso preventivamente desde dezembro de 2024, é réu em uma ação penal que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o general de integrar o planejamento do suposto plano "Punhal Verde e Amarelo", que incluía ações clandestinas, como o assassinato de autoridades, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A PGR aponta que, em 12 de outubro de 2022, Braga Netto se reuniu com membros das Forças Especiais do Exército, conhecidos como "kids pretos", em sua residência funcional para discutir o plano.

Na quinta-feira, 22 de maio, o ministro Alexandre de Moraes manteve a prisão preventiva de Braga Netto, após a Polícia Federal (PF) relatar tentativas do general de acessar informações sigilosas da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), e interferir nas investigações. Durante o governo Bolsonaro, Braga Netto ocupou os cargos de ministro da Casa Civil e da Defesa e foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022.

O STF iniciou nesta semana a fase de coleta de depoimentos no inquérito que apura a suposta trama golpista após a derrota de Bolsonaro nas eleições. As testemunhas de acusação, indicadas pela PGR, foram ouvidas entre 19 e 21 de maio, com relatos que apresentaram contradições entre comandantes das Forças Armadas.

Desde quinta-feira, 22, começaram os depoimentos das testemunhas de defesa, incluindo as indicadas por Mauro Cid. Na sexta-feira, além de Aires, que depôs pela manhã em defesa de Braga Netto, o delegado Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho falou em favor de Ramagem. À tarde, estão previstos os depoimentos de Hamilton Mourão, Paulo Sérgio, Alex D'alosso Minussi, Gustavo Suarez da Silva, Sampaio Olsen e Aldo Rebelo, indicados por outros investigados, como Augusto Heleno, Jair Bolsonaro e Almir Garnier.


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