Moraes propõe 17 anos de prisão para homem que gravou vídeo na “cadeira do Xandão”

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou na sexta-feira (27.jun.2025) pela condenação de Fábio Alexandre de Oliveira, de 46 anos, a 17 anos de prisão por sua participação nos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília
Por: Brado Jornal 30.jun.2025 às 07h57
Moraes propõe 17 anos de prisão para homem que gravou vídeo na “cadeira do Xandão”
Foto: Reprodução/Redes sociais/Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou na sexta-feira (27.jun.2025) pela condenação de Fábio Alexandre de Oliveira, de 46 anos, a 17 anos de prisão por sua participação nos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o mecânico aparece sentado em uma cadeira do acervo do STF, do lado de fora da Corte, enquanto gritava: “Cadeira do Xandão aqui, ó! Aqui ó, vagabundo! Aqui é o povo que manda nessa porra, caralho!”.

O julgamento ocorre no plenário virtual da 1ª Turma do STF, onde os ministros depositam seus votos até as 23h59 de 4 de julho. Até o momento, apenas Moraes, relator do caso, apresentou seu voto, no qual destacou que as ações de Oliveira demonstram “engajamento, adesão voluntária e forte propósito criminoso de ruptura da ordem constitucional”. 

A Procuradoria Geral da República (PGR) aponta que Oliveira, que usava luvas e tinha uma máscara de proteção contra gases nas pernas, demonstrava “intenção e preparação” para atos que poderiam levar a confrontos com as forças de segurança. A PGR também considera as declarações e atitudes do mecânico como evidências de ações “violentas e premeditadas”.

Oliveira é acusado de cinco crimes: associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado com violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e deterioração de patrimônio tombado.

Em depoimento ao STF, Oliveira negou ter entrado nos prédios públicos, afirmando que permaneceu do lado de fora, próximo ao Supremo. Sobre o vídeo, ele alegou que a cadeira estava “jogada para o lado de fora do prédio” e que foi convidado por outra pessoa a gravar como “lembrança”. Ele diz ter sido enganado, pois a gravação foi transmitida ao vivo no TikTok sem seu consentimento.

A defesa de Oliveira pediu sua absolvição, argumentando que o caso não deveria ser julgado no STF e que não teve acesso total às provas. Os advogados também defenderam que a fala no vídeo está protegida pelo “direito constitucional de manifestação” e que não há provas de que ele tenha praticado atos violentos individualmente.




📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Rogério Marinho recusa assinar impeachment de Alexandre de Moraes
Senador do PL classifica as denúncias como gravíssimas, mas diz que sua assinatura poderia ser usada depois para anular o processo no Senado
Rejeição a Jerônimo sobe no interior e aliados evitam o governador nas redes
MDB, PSD e Avante integram a coligação, mas candidatos a deputado não publicam fotos com o petista. Prefeitos procuram ACM Neto e Coronel em sigilo. Clima é comparado ao de 2006 — só que invertido.
Padre é preso em Praia Grande suspeito de estuprar coroinha de 19 anos
Jucelino de Oliveira, de 58 anos, teria oferecido bebida ao casal de coroinhas; Justiça afastou o religioso das vítimas e a defesa diz que a prisão é cautelar
Carlinhos Sobral é alvo de investigação sobre uso eleitoral do Fundeb em Coronel João Sá; político nega
Denúncia aponta 321 nomes na folha da Educação e R$ 14,1 milhões pagos a empresa terceirizada; total passa de R$ 18 milhões. Ex-prefeito diz que não assinou pagamentos e chama reportagem de ataque eleitoral.
Carregando..