Governo Lula libera R$ 474,5 milhões em emendas, com Alcolumbre recebendo maior fatia

Na última semana, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a liberação de emendas parlamentares, mas ainda enfrentou reveses no Congresso
Por: Brado Jornal 01.jul.2025 às 07h23
Governo Lula libera R$ 474,5 milhões em emendas, com Alcolumbre recebendo maior fatia
Foto: Reprodução

Na última semana, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a liberação de emendas parlamentares, mas ainda enfrentou reveses no Congresso. Dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), atualizados em 30 de junho de 2025, mostram que, entre quinta e sexta-feira (26-27.jun), foram empenhados R$ 803,2 milhões, elevando o total reservado a R$ 3,1 bilhões. No mesmo período, os pagamentos efetivados saltaram de R$ 465,3 milhões para R$ 939,7 milhões, um aumento de R$ 474,5 milhões. A demora na liberação tem gerado insatisfação entre deputados e senadores.

Davi Alcolumbre lidera recebimentos

O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, foi o maior beneficiado, com R$ 20,6 milhões pagos entre 26 e 27 de junho, marcando o primeiro repasse a ele em 2025. Alcolumbre teve papel decisivo na derrota do governo ao aprovar, de forma quase imediata, um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que anulou decretos presidenciais sobre o aumento do IOF, na quarta-feira (25.jun). Apesar de expectativas de aliados de Lula de que ele poderia adiar a votação no Senado, o parlamentar conduziu a votação simbólica rapidamente, consolidando o revés do Planalto.

Diferença entre empenho e pagamento

O empenho é a etapa inicial da execução orçamentária, na qual o governo reserva recursos do Orçamento para projetos indicados por parlamentares, garantindo que o gasto será realizado. Já o pagamento ocorre após a liquidação, quando o serviço contratado é confirmado como entregue, e o dinheiro é transferido. O empenho funciona como uma garantia para que os serviços sejam contratados, com a promessa de pagamento futuro.

A aceleração dos empenhos e pagamentos reflete a tentativa do governo de aplacar tensões com o Legislativo, mas as derrotas, como a do IOF, mostram que a estratégia não tem sido suficiente para assegurar apoio unânime no Congresso.




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