Tarcísio cobra ação de Lula para reverter tarifas dos EUA

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticou a postura do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Por: Brado Jornal 10.jul.2025 às 08h22
Tarcísio cobra ação de Lula para reverter tarifas dos EUA
Reuters
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticou a postura do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Em nota, Tarcísio afirmou que o governo federal precisa agir com “maturidade política e visão de Estado, sem se esconder atrás de narrativas, sem responsabilizar quem não está no poder. A responsabilidade é de quem governa”.

Tarcísio, frequentemente mencionado como possível candidato da direita à Presidência em 2026, destacou a falta de iniciativa do governo Lula em dialogar com órgãos como o US Trade Representative, o Departamento de Comércio e o Departamento de Estado dos EUA. Ele criticou a ausência de negociações bilaterais ativas, observando que, entre as economias do G20, o Brasil é uma das mais distantes da Casa Branca.

“Parece que o governo Lula não entendeu ainda que ideologia e aritmética não se misturam. Resolver os problemas das pessoas, das nossas empresas, dos nossos exportadores é mais importante do que o revanchismo, a bravata e a construção de narrativas”, declarou o governador.

Ele citou exemplos de países como México e Argentina, que conseguiram avançar em negociações com Washington para evitar ou mitigar tarifas elevadas. Segundo Tarcísio, o México, apesar de conflitos políticos com os EUA, priorizou o pragmatismo e obteve resultados positivos. A Argentina, por sua vez, também tem conduzido diálogos bem-sucedidos.

Na nota, o governador enfatizou a importância das relações com os EUA, maior investidor direto no Brasil, e alertou para os impactos das tarifas nas exportações de maior valor agregado, essenciais para a reindustrialização do país. Ele defendeu um esforço diplomático urgente para reverter o “tarifaço” e aproximar as duas maiores economias do continente.

Íntegra da nota

Eis a íntegra da nota do governador Tarcísio de Freitas sobre o tarifaço de 50% que os EUA anunciaram sobre produtos brasileiros:

“A imposição de tarifas adicionais sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos representa um desafio comercial e político, com reflexos importantes para todo o setor produtivo nacional.

Não podemos nos esquecer que os EUA são os maiores investidores diretos no Brasil, com quem sempre tivemos excelente relação. Que temos falado muito em reindustrialização e que as tarifas prejudicam justamente nossas exportações de maior valor agregado.

Esse movimento dos Estados Unidos, país com o qual devemos buscar relações de proximidade, demanda uma profunda reflexão sobre de que forma estamos construindo nossas negociações. Das economias do G20, temos sido a mais distante da Casa Branca e aquela que não tem mantido ativamente negociações bilaterais com os EUA.

Temos visto pouca ação junto ao US Trade Representative, Departamento de Comércio e Departamento de Estado. Parece que o governo Lula não entendeu ainda que ideologia e aritmética não se misturam. Resolver os problemas das pessoas, das nossas empresas, dos nossos exportadores é mais importante do que o revanchismo, a bravata e a construção de narrativas.

Cabe observar o exemplo de países como México, que foi super taxado, e com quem os americanos tinham uma questão política relevante de fundo. As diferenças foram deixadas de lado, o pragmatismo imperou, e um bom desfecho tem sido construído após intensas negociações. Outro bom exemplo é a Argentina, que vem conseguindo estabelecer boas negociações com os americanos.

Não podemos imaginar que as duas maiores economias do nosso continente e as duas maiores democracias do Ocidente estejam tão distantes.

Cabe agora ao governo federal o esforço diplomático para resolver a questão com maturidade política e visão de Estado, sem se esconder atrás de narrativas, sem responsabilizar quem não está no poder.

A responsabilidade é de quem governa”.




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