Violência no Brasil: Nordeste concentra cidades mais perigosas, aponta Anuário

Amapá lidera ranking de estados violentos, enquanto São Paulo registra menor taxa
Por: Brado Jornal 25.jul.2025 às 09h54
Violência no Brasil: Nordeste concentra cidades mais perigosas, aponta Anuário
Foto: G1
O Anuário de Segurança Pública de 2024, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) na quinta-feira (24), revela que Maranguape, no Ceará, é a cidade mais violenta do Brasil, com uma taxa de 79,8 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. Logo após, aparecem Jequié (BA), com 77,6, seguida por Juazeiro (BA), Camaçari (BA) e Cabo de Santo Agostinho (PE).

Das 20 cidades mais violentas do país, 16 estão localizadas no Nordeste, sendo cinco das dez primeiras na Bahia. Segundo o FBSP, as disputas entre facções pelo controle do tráfico de drogas são o principal fator para o alto índice de mortes violentas. O levantamento considera homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção policial em municípios com mais de 100 mil habitantes.

Entre os estados, o Amapá é o mais violento, com uma taxa de 45,1 mortes por 100 mil habitantes, seguido por Bahia (40,6) e Ceará (37,5). Apesar de liderar, o Amapá reduziu sua taxa em 30,6% em relação a 2023, quando registrou 64,9 mortes por 100 mil. São Paulo, por outro lado, apresenta o menor índice de violência letal, com 8,2 mortes por 100 mil.

Outros destaques do Anuário:

  • 1 em cada 5 medidas protetivas com urgência concedidas pela Justiça brasileira foram descumpridas pelos agressores em 2024;
  • os registros de roubos e furtos de celulares caíram 12,6%, mas ainda foram subtraídos mais de 917 mil aparelhos, com maior incidência aos sábados;
  • apenas 1 em cada 12 aparelhos roubados foi recuperado pelas polícias, equivalente a 8% do total;
  • as 10 cidades mais violentas do Brasil são do Nordeste, com metade na Bahia, impactadas por disputas de facções pelo tráfico de drogas;
  • o investimento em segurança pública por governos federal, estaduais e municipais atingiu R$ 153 bilhões em 2024, um aumento de 6% em relação ao ano anterior e 60% maior que em 2021;
  • o registro de novas armas caiu 79% de 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), para 2024, já no governo Lula (PT), e a fabricação de armas no país recuou 92,3% de 2021 a 2024;
  • o número de pessoas presas cresceu 6%, alcançando 909.594, mas há um déficit de mais de 237 mil vagas no sistema prisional, com 13% dos detentos em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica;
  • Rio Grande do Norte e Santa Catarina lideram a suspensão de aulas devido à violência no entorno de escolas e creches públicas, como ataques e toques de recolher, com o Rio de Janeiro em terceiro;
  • casos de bullying e cyberbullying aumentaram, com 47% das vítimas de bullying sendo crianças a partir de 10 anos e 58% das vítimas de cyberbullying sendo adolescentes entre 14 e 17 anos.




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