O assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, afirmou nesta terça-feira (16/6) que os Estados não podem abrir mão de sua capacidade regulatória sobre as grandes empresas de tecnologia. Segundo ele, as big techs resistem a qualquer tipo de regulamentação, mas cabe aos governos, legitimados pelo voto popular, exercer esse papel.
As declarações foram feitas na abertura da 23ª Conferência de Segurança Internacional do Forte, realizada no Rio de Janeiro. Amorim destacou que o grande desafio atual é garantir que o avanço tecnológico seja guiado por princípios morais e éticos, direcionando o desenvolvimento para bens comuns como a redução da pobreza, a proteção ambiental e a defesa dos direitos humanos.
“Não há como escapar da responsabilidade humana no uso da tecnologia, mesmo quando se delegam processos às máquinas”, completou o assessor.
Celso Amorim também associou a segurança nacional à proteção digital. Para ele, a resiliência cibernética representa uma condição essencial de soberania no século 21, pois abrange a defesa de redes, sistemas financeiros, energia, transporte, comunicação e saúde. Sem essa proteção, segundo o assessor, não há autonomia decisória nem confiança institucional.
Ele enfatizou ainda que um país como o Brasil precisa estar plenamente consciente do papel dos dados na economia digital. As falas reforçam a posição do governo federal de que a regulação das big techs é indispensável para preservar interesses nacionais e democráticos.
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