Wall Street Journal defende libertação de Filipe Martins em caso de registros falsos

Editorial aponta falhas em documentos dos EUA usados contra ex-assessor de Bolsonaro
Por: Brado Jornal 28.jul.2025 às 10h56
Wall Street Journal defende libertação de Filipe Martins em caso de registros falsos
Foto: Divulgação/Fundação Alexandre Gusmão
Em um editorial veiculado no domingo (27), o jornal norte-americano The Wall Street Journal argumenta que Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deveria estar em liberdade enquanto organiza sua defesa. Atualmente, Martins cumpre prisão domiciliar em Ponta Grossa, no Paraná.

O jornal destaca inconsistências nos registros do Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) dos Estados Unidos, em Orlando, Flórida, relacionados ao caso de Martins. Segundo o WSJ, "um tribunal brasileiro vem usando registros falsos do CBP para deter o Sr. Martins como um risco de fuga desde março de 2024 na investigação de um suposto golpe de Estado de Bolsonaro contra o presidente brasileiro Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva".

Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais de Bolsonaro, é acusado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de integrar a comitiva que viajou aos EUA após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022. Ele nega veementemente ter embarcado no voo com o ex-presidente em 30 de dezembro de 2022.

A defesa de Martins já havia questionado a veracidade dos registros da Polícia Federal que indicariam sua entrada nos Estados Unidos. Em depoimento ao STF no início de julho, o embaixador André Chermont, ex-chefe do Cerimonial da Presidência, reforçou essa tese, afirmando: “Eu creio que em um momento anterior ele [Filipe Martins] chegou a fazer parte na lista, mas depois ele não estava previsto”.

Envolvimento no “Núcleo 2”

Na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Martins é apontado como integrante do chamado “núcleo 2” da suposta trama golpista de 2022, acusado de participar do núcleo jurídico que elaborava minutas para decretar Estado de Sítio e implementar a Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Ele nega todas as acusações.

Preso em fevereiro de 2024 durante a operação Tempus Veritatis, Martins permaneceu detido por seis meses no Paraná, sob a alegação de que teria deixado o Brasil. Posteriormente, foi transferido para o regime de prisão domiciliar.

O editorial do WSJ também menciona o contexto político, citando as tarifas de 50% impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre importações brasileiras. O jornal sugere que “Trump talvez começasse melhor em casa, com uma investigação transparente sobre como registros falsos sobre Martins foram publicados em um site do CBP, depois desapareceram e reapareceram. Isso teria o benefício adicional de inocentar Martins da acusação de fugir ilegalmente de seu país”.


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