Zema critica Lula por tarifaço e defende diálogo com os EUA

Governador de Minas Gerais aponta falhas na condução de Lula frente às sanções americanas e sugere impacto negativo nos negócios bilaterais
Por: Brado Jornal 12.ago.2025 às 08h42
Zema critica Lula por tarifaço e defende diálogo com os EUA
Foto: Guilherme Bergamini/ALMG
Romeu Zema, governador de Minas Gerais (Novo-MG), declarou nesta segunda-feira (11.ago.2025), durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agravou as tensões comerciais com os Estados Unidos ao não adotar uma postura conciliadora. Segundo Zema, um bom presidente teria “paparicado” os EUA para evitar as tarifas impostas por Donald Trump (Partido Republicano) sobre produtos brasileiros exportados, que entraram em vigor em 6 de agosto.

“Tenho mais de 30 anos de experiência no varejo e posso dizer que cliente se paparica, não se critica. O cliente gera emprego e desenvolvimento no Brasil. Se Lula fosse um bom presidente, ele teria resolvido antes dos jornais terem noticiado a medida […] Espero que o governo norte-americano venha retaliar aqui no Brasil aqueles que têm criado problemas para os Estados Unidos, mas não a nação toda”, afirmou Zema a jornalistas.Para o governador, a reação de Lula às sanções americanas foi inadequada, intensificando críticas e prejudicando o ambiente de negócios entre Brasil e EUA. “O que tivemos foi um presidente que ficou ironizando que ficou aumentando o tom da crítica”, disse.

Sanções da Lei Magnitsky

Em 30 de junho, os Estados Unidos aplicaram sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky, que pune estrangeiros por corrupção ou violações graves de direitos humanos. A medida bloqueia bens de Moraes em território americano e proíbe sua entrada no país, sob a justificativa de que suas decisões recentes configurariam abuso de autoridade e restrição de liberdades civis contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e réus do 8 de Janeiro. Como resultado, bancos e empresas americanas estão impedidos de manter relações comerciais ou financeiras com o magistrado.

Impacto do tarifaço

As tarifas impostas por Trump estabelecem uma alíquota de 50% sobre importações brasileiras, sendo 10% de taxa geral e 40% adicional. A medida encarece as exportações brasileiras para os EUA, embora 694 produtos, equivalentes a 43% do total exportado em 2024, estejam isentos da cobrança extra de 40%, mantendo apenas a taxa de 10%. Itens como peças de avião e suco de laranja estão entre os beneficiados.



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