Carlos Lupi na mira da CPMI do INSS em semana de embates e estratégias políticas

Para evitar tensões, os ex-ministros serão inicialmente convidados, com convocações formais previstas apenas em caso de recusa.
Por: Brado Jornal 31.ago.2025 às 10h36
Carlos Lupi na mira da CPMI do INSS em semana de embates e estratégias políticas
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS agendou para a próxima quinta-feira (4.set.2025) a oitiva do ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi (PDT), em sua quinta reunião. Para manter um equilíbrio político e evitar atritos com o Palácio do Planalto, a comissão também planeja ouvir, no mesmo dia, Onyx Lorenzoni (União Brasil-RS), que comandou a pasta durante o governo Jair Bolsonaro (PL) até abril de 2022, quando saiu para disputar o governo do Rio Grande do Sul, sendo derrotado por Eduardo Leite (PSD).

A CPMI definiu uma organização clara para suas sessões: às segundas-feiras, serão ouvidos presidentes de associações investigadas, enquanto as quintas-feiras serão reservadas para ex-ministros, chamados em ordem cronológica inversa de seus mandatos. Para evitar tensões, os ex-ministros serão inicialmente convidados, com convocações formais previstas apenas em caso de recusa.

Carlos Lupi deixou o Ministério da Previdência após a deflagração da operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. O esquema, segundo estimativas, gerou um prejuízo de R$ 6,5 bilhões entre 2019 e 2024.

A investigação também colocou em destaque José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e vice-presidente do Sindinapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) desde junho de 2023. A entidade é investigada por supostos descontos irregulares em benefícios previdenciários.  

Um acordo inicial entre governo e oposição previa que apenas presidentes das entidades seriam convocados. Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, questionou a necessidade de chamar Frei Chico: “Se o critério é convocar presidentes, por que incluir o vice? Vão chamar todos os diretores também?”. No entanto, Marcel van Hattem (Novo-RS) rebateu, afirmando que a convocação de Frei Chico já era prevista desde o início dos trabalhos. “Após os depoimentos dos presidentes, avaliaremos a necessidade de novas convocações”, declarou.



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