Contratos de R$ 58 milhões geram controvérsia em Jequié

Terceirização de serviços municipais levanta dúvidas na população
Por: Brado Jornal 09.set.2025 às 07h33
Contratos de R$ 58 milhões geram controvérsia em Jequié
Zé Cocá (PP) - Foto: Rodrigo Tardio
Em Jequié, no Vale do Jiquiriçá, a gestão do prefeito Zenildo Brandão Santana, conhecido como Zé Cocá (PP), está sob escrutínio devido a contratos que totalizam mais de R$ 58 milhões. Assinados com três empresas para prestação de serviços terceirizados às secretarias municipais, os acordos foram oficializados na edição do Diário Oficial do Município de 5 de setembro. Os contratos, com duração de 12 meses, destinam-se à execução de serviços de mão de obra em diversas áreas da administração.

A empresa Desenvolvida – Instituto para o Desenvolvimento Humano, sediada em Salvador, foi contemplada com dois lotes. O Lote 01, no valor de R$ 28.305.607,56, e o Lote 04, de R$ 14.229.711,24, somam R$ 42.535.318,80. Já a Fundação Aurelina Virgília Fair, com sede em Ibirataia, venceu o Lote 02, avaliado em R$ 2.399.955,96, e o Lote 03, no valor de R$ 8.149.956,84, totalizando R$ 10.549.912,80. Por fim, a Perfil Terceirização e Serviços, de Lauro de Freitas, ficou com o Lote 05, no montante de R$ 5.398.190,52. Esses valores elevados têm gerado questionamentos entre os moradores de Jequié sobre a transparência e a necessidade dos gastos.Polêmica no programa Minha Casa Minha VidaOutro episódio que marcou a administração de Zé Cocá ocorreu em julho de 2025, envolvendo o programa federal Minha Casa Minha Vida. Famílias em busca de moradia enfrentaram dificuldades no processo de inscrição, descrito por um grupo de moradores como uma “prova de humilhação”. Segundo denúncias, o setor de Habitação da Prefeitura limitou o atendimento a 50 pessoas pela manhã e 50 à tarde, por meio de distribuição de senhas. O programa, voltado para famílias em vulnerabilidade social e com prioridade para cadastrados no município, previa a construção de 496 unidades habitacionais, com investimentos federais superiores a R$ 81 milhões.

A soma dos contratos e as dificuldades enfrentadas no programa habitacional intensificam as críticas à gestão municipal, que agora enfrenta pressão por maior clareza na aplicação dos recursos públicos.


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