Brasileiro que publicava ameaças a Trump é alvo de operação em Goiânia

Investigação revela tentativa de invasão à embaixada americana e planos de imigração ilegal aos EUA; denúncia partiu do Serviço Secreto dos Estados Unidos
Por: Brado Jornal 06.nov.2025 às 10h50
Brasileiro que publicava ameaças a Trump é alvo de operação em Goiânia
REUTERS/Kent Nishimura
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desencadeou, nesta quinta-feira (6), a Operação Sentinel visando um indivíduo de 32 anos acusado de disseminar ameaças contra o presidente norte-americano Donald Trump e demais figuras públicas dos Estados Unidos.

Os investigadores da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV/CI/DGI) identificaram que o suspeito propagava materiais extremistas com viés ideológico e racial, gerando preocupações com potenciais atos violentos direcionados a interesses estrangeiros.

De acordo com as apurações, o homem enviou e-mails com alertas de ataques armados não só a Trump, mas também à ex-primeira-dama Melania Trump e outras lideranças americanas. Um dia depois dessas postagens online, ele surgiu na Embaixada dos EUA, localizada na Asa Sul de Brasília, transportando uma mala e insistindo em acessar o prédio, mas foi barrado pela equipe de segurança da representação diplomática.

O alerta inicial veio do Serviço Secreto americano, que notificou o Laboratório de Inteligência Cibernética do Ministério da Justiça (Ciberlab), repassando dados sobre as mensagens ameaçadoras. Isso levou a PCDF a iniciar monitoramento cibernético e rastreamento, culminando no cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do investigado em Goiânia (GO). Embora não tenha havido prisão, os agentes recolheram dispositivos eletrônicos e cadernos com registros detalhados.

Entre os itens encontrados, destacam-se anotações sobre rotas para ingressar de forma clandestina nos Estados Unidos, com ênfase em passagens pela Guatemala como ponto inicial. No quarto do suspeito, as paredes exibiam desenhos de suásticas nazistas e a inscrição em inglês “shoot to kill” (“atire para matar”).

A ação, de natureza preventiva e investigativa, prioriza a interrupção de riscos antes que migrem do ambiente virtual para ações concretas, sobretudo em locais sensíveis como embaixadas na capital federal. Ela recebeu suporte do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do Ministério Público do Distrito Federal (NED/MPDFT), da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Ademais, as autoridades brasileiras confirmam que o homem já era considerado foragido nos EUA por uma suposta tentativa de atentado em Marlborough, Massachusetts. Lá, ele era descrito como perigoso em um cartaz de "Wanted Person" (Pessoa Procurada), com orientações para que o público não o abordasse diretamente, mas alertasse as forças de segurança. Relatos indicam que ele frequentava bibliotecas locais para usar a internet, parte de seu padrão de vigilância pelas polícias americanas. Atualmente, o suspeito cursa o sétimo semestre de psicologia em Goiânia.As investigações prosseguem para aprofundar os indícios de extremismo e possíveis conexões adicionais.


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