Em meio aos debates da COP30, o chanceler alemão Friedrich Merz (CDU, centro-direita) provocou polêmica ao afirmar que ele e sua delegação estavam “contentes” ao deixar Belém, capital do Pará, e retornar à Europa após o evento climático. A declaração, feita na segunda-feira (17.nov.2025), foi vista como desrespeitosa e gerou imediata reação de autoridades locais, que a classificaram como discriminatória contra a região amazônica.
O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), foi o primeiro a se manifestar publicamente nas redes sociais, descrevendo as palavras de Merz como “infeliz, arrogante e preconceituosa”. Normando destacou o orgulho da população pela cidade, argumentando que “A fala dele não representa o que a maioria da população do mundo inteiro tem achado da nossa cidade. Por onde a gente anda, muita gente encantada por Belém, com suas belezas naturais, com sua gastronomia”. Ele enfatizou a importância global da Amazônia, defendendo que “A Amazônia ajudou o mundo inteiro a respirar, e agora é hora de vocês reconhecerem a realidade do povo da floresta e ter empatia de ajudar o povo a se desenvolver com equilíbrio e sustentabilidade”. O prefeito ainda cobrou maior sensibilidade do líder europeu em relação às comunidades locais, pedindo “empatia” com os desafios de desenvolvimento sustentável na região.
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), alinhou-se à crítica, considerando o discurso de Merz “preconceituoso”. Sua posição reforça a defesa coletiva das lideranças paraenses contra o que interpretam como uma visão estereotipada e superior da Europa sobre o Norte do Brasil, especialmente em um fórum internacional como a COP30, que discute justamente a preservação ambiental e o apoio a nações em desenvolvimento.
Nas redes sociais, a repercussão ganhou tom humorístico e de protesto. Usuários brasileiros criaram uma onda de memes, batizada de “vampetaço”, inspirados no ensaio nu do ex-jogador de futebol Vampeta, como forma irônica de ridicularizar a suposta pressa de Merz em fugir de Belém. Apesar da maioria das reações ser de indignação e sátira, houve vozes isoladas defendendo o chanceler, como um internauta que comparou Belém a uma cidade alemã para relativizar a crítica. A mobilização online ampliou o debate, transformando o incidente em um símbolo de resistência cultural durante a conferência climática.
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